MANAUS-AM| Durante a manhã desta terça-feira (20/07), fornecedores e revendedores do fruto tucumã falaram sobre a hostilização que vem sofrendo e a queda na venda do fruto, reflexo sob o que aconteceu na Comunidade Irapajé, Município de Manacapuru, distante 103 km de Manaus.
No último dia 12/07, após voltar de um passeio com a família na Comunidade, o menino de 8 anos, sua irmã de 6 anos e seus pais, tiveram uma infecção, após o menino de 8 anos receber atenção médica e retornar para casa, tendo uma piora posterior e os pais recorreram ao hospital, a criança não teria resistido e faleceu, durante a triagem médica , a família relatou que também não estariam se sentindo bem, quando questionados sobre o que estariam sentindo, os sintomas eram iguais , porém, em estágio diferentes, tendo em comum somente o consumo do fruto tucumã, este sido colhido por um familiar na região da Comunidade Rural.

Sido levantada a suspeita da contaminação do fruto, a investigação está sendo feita por técnicos da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto, por precaução, a Secretaria de Saúde Municipal de Manacapuru, emitiu uma nota na última quarta-feira (14/07), para que os moradores de Manacapuru não fizessem o consumo do fruto sem saber sua origem, tendo em destaque , oriundo da Comunidade Rural Irapajé, e as pessoas que apresentassem sintomas de náuseas, diarreia, vômito, dor gástrica, febre após a ingestão do fruto, que fizessem a procura do hospital, por haver suspeita de Doença Transmitida por Alimento (DTA).
Devido a divulgação do acontecimento e aumentado o número de pessoas que eram de 33 para 44 pessoas notificadas com os sintomas, e apenas uma internada, a repercussão acabou por afastar os amantes do fruto amazônico, o reflexo não somente aparece na queda da venda do fruto, quanto a hostilização aos vendedores.
“Não consigo vender, e passo vergonha com os apontamentos que fazem quando estou na minha banca, poxa, estou trabalhando e as pessoas falando que estou vendendo veneno, comprei uma saca de tucumã e joguei dinheiro fora, estragou, porque as pessoas estavam com medo de consumir”, relatou um vendedor de 48 anos, pai de 3 filhos, estava desempregado há 3 anos, quando decidiu trabalhar com a revenda do fruto, tirando seu ganho para manter a família e pagar o aluguel.
“Uma mulher me questionou porque eu estava vendendo um fruto que estava proibido, não está proibido, o caso aconteceu em Manacapuru, onde eles nem revendem para Manaus, os tucumã que são vendidos nas feiras, são de Anamã, Terra Santa – PA, Urucará, Rio Preto da Eva, Autazes, Boa Vista, Nhamundá, é um absurdo, nós aqui da ponta, sermos prejudicados por casos isolados” , desabafou o Senhor de 58 anos , revendedor, que acabou por descartar 3 sacas do fruto.
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Até a presente data, não foi divulgado o resultado das análises sobre o fruto, as equipes da FVS, que estiveram na Comunidade, recolheram amostras de solo, fruto, árvores e dentre outros, assim que obtiverem algum dado, será divulgado pelos veículos de comunicação.
Imagens de Neto Silva/Imediato