A presença de aviões enviados pelo governo federal para auxiliar no combate às queimadas foi questionada durante uma reportagem em Manaus, em meio à fumaça que atingiu a capital amazonense. As aeronaves foram filmadas paradas nas proximidades de uma instalação militar, mas não foi possível confirmar o motivo de não estarem em operação naquele momento.
Durante a transmissão, o repórter relatou ter recebido uma denúncia sobre a situação e afirmou ter observado pelo menos duas aeronaves. Ao longo da cobertura, mencionou a presença de três aviões no local.
Segundo informações citadas pelo jornalista, a baixa visibilidade provocada pela fumaça estaria impedindo as operações aéreas. A reportagem, no entanto, não apresentou uma confirmação oficial sobre as condições operacionais das aeronaves nem sobre o período previsto para o início dos voos.
Repórter foi orientado a deixar área militar
Durante a gravação, integrantes das Forças Armadas abordaram a equipe de reportagem e perguntaram sobre a filmagem nas proximidades da área militar.
O jornalista informou que estava apurando uma denúncia sobre as aeronaves paradas. Em seguida, foi orientado a se deslocar para outro ponto, fora da área de acesso restrito. A equipe afirmou que seguiria a orientação e continuaria acompanhando a situação.
A reportagem não confirmou se houve impedimento formal à atividade jornalística ou se a abordagem ocorreu exclusivamente em razão das restrições de acesso e filmagem no local.
Fumaça preocupa moradores
A presença das aeronaves chamou a atenção em um momento de preocupação com a qualidade do ar em Manaus. Durante a transmissão, o repórter relatou que a cidade amanheceu encoberta pela fumaça e observou uma melhora na visibilidade ao longo da manhã.
A fumaça proveniente de queimadas pode prejudicar a saúde, principalmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A redução da exposição ao ar poluído é uma das medidas recomendadas durante episódios de baixa qualidade do ar.
Até o momento, as informações apresentadas na gravação não esclarecem quando as aeronaves começarão a atuar no combate às queimadas. Também não há, no material fornecido, uma manifestação oficial da Força Aérea Brasileira ou do governo federal explicando a situação dos aviões.
O caso deverá ser acompanhado para esclarecer as condições de operação das aeronaves e a previsão de emprego dos equipamentos nas ações de combate aos incêndios na região.