A Infiltrada: Quem é a delegada que foi presa por ser informante do PCC

Foi executada a prisão da delegada paraense Maria Virgínia Grimwood, durante a operação "Sinalagma”. Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão no PA, em PE, em SP e no DF.
Redação Imediato Online
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Maria Virgínia Grimwood Pinto, delegada da Polícia Civil do Pará (PC), teve sua prisão efetuada nesta quinta-feira (15) no Distrito Federal. De acordo com as investigações, ela é suspeita de receber R$ 50 mil para repassar informações sigilosas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A apreensão aconteceu durante a operação “Sinalagma”.

Foto: Reprodução / Polícia Civil

A operação foi organizada pela Polícia Civil de Pernambuco, em parceria com a PC do Pará e a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de São Paulo, que acompanha o caso há cerca de seis meses. Diante dos fatos, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) confirmou a prisão.

Motivo das Investigações

A Operação Sinalagma foi realizada pela Polícia Civil de Pernambuco com o intuito de desarticular um esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

De acordo com investigações, o grupo movimentou mais de R$ 14 milhões. Virgínia Grimwood é suspeita de oferecer proteção institucional a integrantes da organização, somado à acusação do vazamento de dados sigilosos. Sua prisão ocorreu no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília.

A Polícia investigou e apurou uma possível ligação da delegada com Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como uma das lideranças da organização criminosa na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE), também preso na operação “Sinalagma”.
Ainda nesta quinta (15), policiais cumprem, dois mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Recife, Belém, São Paulo e Brasília.

Os mandados de busca e apreensão na capital paraense foram cumpridos na casa da suspeita e na Divisão de Polícia Administrativa (DPA), dentro da sede da Delegacia-Geral da PC, na avenida Magalhães Barata.

A operação mira o tráfico de drogas e outros crimes, como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além de possíveis práticas de corrupção de agentes públicos e falsidade ideológica.

A polícia afirma também sobre um relacionamento amoroso que a delegada mantém com um líder do PCC atuante em Ipojuca (PE), que acabou preso no ano passado.

A Justiça de Pernambuco expediu diversos mandados para a operação. Ao todo, os agentes cumpriram três mandados de prisão, 11 de busca e apreensão domiciliar, além de ordens para sequestro de bens e bloqueio de contas.

Segundo a polícia, as investigações identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com suspeitas de utilização de documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros para movimentar recursos e dissimular sua origem.
A apuração envolve a análise de dados, informações de inteligência e Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

De acordo com o MPPA, os fatos atribuídos à delegada podem configurar crimes relacionados à corrupção, à violação de sigilo funcional e à colaboração com organização criminosa, entre outras possíveis infrações que dependem dos desdobramentos da investigação.
A atuação do Ministério Público incluiu a colaboração na elaboração das peças investigativas e dos pedidos judiciais, além do acompanhamento da execução das medidas autorizadas pela Justiça.

Nota da Polícia Civil do Pará

Em nota, a Polícia Civil do Pará alega que “prestou apoio à Polícia de Pernambuco para o cumprimento de diligências realizadas em território paraense, em que um dos alvos da operação trata-se da delegada de polícia”.
Ainda de acordo com a PC, com o fim da operação, os “autos serão encaminhados à Corregedoria-Geral para análise e adoção das medidas correcionais cabíveis”. “A PCPA reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o interesse público”, concluiu.

A equipe do Imediato ainda aguarda o posicionamento dos advogados de defesa e do depoimento da ex-delegada Maria Virgínia Grimwood. Atualizaremos as informações com a chegada destes materiais, no site e nas Redes Sociais.

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