Mariana Queiroz de Carvalho, de 10 anos, está desaparecida há uma semana após sair de casa para ir à escola, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A menina foi vista pela última vez no dia 1º de outubro, por volta do meio-dia, quando seguia para a unidade de ensino, mas não chegou ao local.
O caso é investigado pelo Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Desde o desaparecimento, policiais civis, equipes do Corpo de Bombeiros, familiares e moradores participam das buscas.
Novas pistas são encontradas durante buscas
Uma das principais novidades da investigação ocorreu na terça-feira (6), quando equipes da DHBF e do Corpo de Bombeiros fizeram buscas em uma área de mata próxima à residência da família.
Durante a operação, foram encontrados pedaços de roupas, materiais semelhantes a tranças de cabelo e uma faca. Os objetos foram recolhidos e encaminhados para análise. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou que os materiais tenham pertencido a Mariana ou que estejam relacionados ao desaparecimento.
As buscas foram realizadas após uma denúncia encaminhada ao Disque Denúncia indicando que a menina poderia ter sido vítima de um crime e que o corpo estaria escondido naquela região. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Menina não chegou à escola
Segundo familiares, Mariana saiu de casa por volta do meio-dia para ir à escola. Ela usava uniforme da rede municipal de ensino, carregava uma mochila lilás e tinha tranças no cabelo.
O desaparecimento só foi percebido algumas horas depois. Por volta das 16h, o irmão mais velho foi até a escola para buscá-la e descobriu que Mariana não havia comparecido às aulas naquele dia.
Desde então, familiares e moradores passaram a procurar a menina em diferentes pontos da região. Também foram realizadas buscas em áreas de mata e manifestações para pedir respostas sobre o paradeiro da criança.
Incêndio atingiu casa da família
Outro episódio passou a ser investigado pela Polícia Civil após o desaparecimento. A mãe de Mariana ateou fogo à residência onde morava com a filha.
Segundo relatos divulgados pela imprensa, a mãe afirmou que teve uma crise emocional diante do desaparecimento e que colocou fogo em roupas e pertences da menina. O incêndio destruiu parte dos objetos que estavam no imóvel e prejudicou a realização da perícia técnica que estava prevista para a residência.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio e apura se existe alguma relação entre o episódio e o desaparecimento. Até o momento, não há confirmação oficial de que familiares tenham envolvimento no sumiço da menina.
Pais e testemunhas prestaram depoimento
Os pais de Mariana já prestaram depoimento na DHBF. Outras testemunhas também são ouvidas pelos investigadores durante a apuração.
A polícia trabalha para reconstruir os últimos passos da menina antes do desaparecimento e verificar as informações recebidas por meio de denúncias.
Disque Denúncia pede informações
O Disque Denúncia divulgou a foto de Mariana e solicita informações que possam ajudar nas buscas. O órgão informa que a menina desapareceu no dia 1º de outubro, após sair de casa com destino à escola.
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro da criança pode entrar em contato pelo WhatsApp (21) 98849-6254 ou pelos telefones (21) 2253-1177 e 0300 253 1177. O serviço garante o anonimato.
Até esta quinta-feira (8), Mariana ainda não havia sido localizada. As investigações e as buscas continuam.