A seca se intensificou em Roraima durante o mês de setembro. Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 11 dos 15 municípios do estado estão em situação de seca severa.
Em agosto, eram apenas três municípios nessa classificação. O levantamento mostra que o cenário vem piorando desde julho.
Os municípios classificados em situação de seca severa são Alto Alegre, Amajari, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Rorainópolis, São João da Baliza e São Luiz.
Já Boa Vista, Pacaraima, Normandia e Uiramutã aparecem na classificação de seca moderada.

O levantamento é feito com base no Índice Integrado de Seca (IIS-3), que acompanha as condições de seca nos municípios brasileiros.
Situação também piorou no país
O agravamento da seca não ocorre apenas em Roraima. Em todo o Brasil, o número de municípios classificados em situação de seca severa ou extrema passou de 157, em agosto, para 276, em setembro.
O aumento foi de 75,8% em apenas um mês, segundo o Cemaden.
A maior concentração das situações mais graves foi registrada na região Nordeste. Dos 51 municípios que passaram para a classificação de seca extrema em setembro, 50 estão em Alagoas, Sergipe e no norte da Bahia.
Seca também afeta áreas indígenas
O levantamento do Cemaden também aponta efeitos da seca em áreas indígenas. Em setembro, 170 dos 275 polos-base monitorados no país apresentavam algum nível de seca.
Roraima aparece entre os locais com maior número de polos em situação de seca moderada. Ao todo, 26 polos ligados ao DSEI Leste de Roraima estavam nessa classificação.
O número de polos em situação de seca severa também aumentou no país, passando de 10, em agosto, para 67 em setembro.
Situação se agrava desde julho
Segundo o Cemaden, o avanço da seca em Roraima vem sendo observado desde julho. Em agosto, todos os municípios do estado já apresentavam algum nível de seca.
No cenário nacional, 262 dos 276 municípios classificados em situação de seca severa ou extrema em setembro já apresentavam algum grau de seca desde julho.
Os dados indicam a permanência de um período de déficit de chuva por pelo menos três meses consecutivos em grande parte das áreas afetadas