O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante ato de campanha na noite desta segunda-feira (28), em Belém, a união entre os candidatos aliados que disputam as duas vagas do Pará ao Senado.
No palanque estavam Helder Barbalho (MDB), Chicão (União Brasil) e Celso Sabino (PDT). Lula declarou apoio a Helder e Celso, enquanto Helder pediu votos para Chicão como segundo nome. Celso concentrou sua manifestação na própria candidatura e deixou o segundo voto em aberto.
Durante o discurso, Lula chamou atenção para a quantidade de candidatos aliados em relação ao número de vagas.
“Nós só temos duas vagas ao Senado e temos três candidatos. (…) Isso aqui não é brincadeira”, afirmou.
O presidente também defendeu que os aliados atuem juntos para evitar a eleição de um candidato de oposição.
“A gente não pode eleger no Estado do Pará um bolsonarista para senador. Porque se o cara for para lá, vai para lá para infernizar a minha vida, para não deixar a gente governar”, declarou.
Helder também falou sobre a disputa e afirmou que os três candidatos não são inimigos, apesar de concorrerem às mesmas vagas. Durante o discurso, ele lembrou ainda que foi responsável por apresentar Celso Sabino a Lula.
O ato ocorreu na Praça da República e reuniu outras lideranças políticas, como Hana Ghassan, candidata ao governo do Pará, Jader Barbalho e a primeira-dama Janja Lula da Silva.
Janja cantou uma das músicas da campanha de Lula, enquanto o público entoou em diversos momentos “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. Pessoas de diferentes idades também foram vistas emocionadas durante o evento.
No encerramento, Helder entregou a Lula uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré. O presidente ergueu a imagem diante do público, em um momento que uniu o ato político a um dos principais símbolos da fé paraense.