O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi liberado nesta sexta-feira (25) após passar por audiência de custódia e deixou a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, Roraima. Ele estava preso desde a tarde de quinta-feira (24), quando foi detido pela Polícia Federal durante a Operação Filargíria.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao candidato. Segundo a Polícia Federal, a operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. A investigação teve origem na prisão de um homem, em outubro de 2025, encontrado com cerca de R$ 305 mil em espécie.
Durante as buscas realizadas na quinta-feira, foram encontrados R$ 19 mil em espécie, celulares e anotações relacionadas à gestão da campanha. O material levou a Polícia Federal a apurar também uma possível prática de crime eleitoral.
Defesa contesta suspeitas
A defesa de Jalser Renier afirma que o dinheiro apreendido possui origem lícita e que os documentos encontrados estão relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais, apoiadores remunerados e voluntários.
Após a audiência de custódia, a Justiça determinou a liberação do candidato. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, Jalser pagou fiança de R$ 20 mil para deixar a prisão.
Em nota divulgada após a decisão, a defesa afirmou que o candidato recebeu a liberdade com serenidade e reiterou confiança na Justiça e no devido processo legal.
Saída da penitenciária
Jalser deixou a PAMC na noite desta sexta-feira, horas depois da decisão judicial. Na saída da unidade, apoiadores acompanharam a movimentação.
O candidato agradeceu as manifestações de apoio e afirmou que considera a prisão parte de uma perseguição política. Ele também mencionou nominalmente o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio, e o deputado Jorge Everton, atribuindo aos dois uma suposta perseguição.
As declarações sobre perseguição política são atribuídas a Jalser e não representam uma conclusão da Polícia Federal ou da Justiça.
A médica Tatyanne Aguillera, esposa de Jalser e candidata a deputada federal, também acompanhou a saída do candidato.
Investigação continua
A Operação Filargíria foi deflagrada pela Polícia Federal para reunir novos elementos sobre a origem e a destinação de recursos investigados, além de identificar possíveis envolvidos ou beneficiários das movimentações financeiras.
A liberação após a audiência de custódia não encerra a investigação. O caso continua sendo apurado pelas autoridades, enquanto a defesa deverá apresentar seus argumentos ao longo do processo.
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