Paciente de 39 anos é o primeiro do SUS em Rondônia a receber polilaminina após acidente

Procedimento experimental foi realizado em Cacoal e faz parte de protocolo de pesquisa para lesões agudas da medula espinhal
Redação Imediato Online
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Um paciente de 39 anos, vítima de um grave acidente de trânsito, foi o primeiro atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Rondônia a receber a aplicação de polilaminina, uma substância experimental estudada para o tratamento de lesões na medula espinhal.

O procedimento foi realizado na segunda-feira (14), no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro). O homem sofreu um trauma grave na coluna torácica após o acidente ocorrido no sábado (12), com comprometimento dos movimentos. Ele passou por cirurgia e, posteriormente, foi avaliado pela equipe médica, que identificou que o paciente atendia aos critérios para participar do protocolo de pesquisa.

Substância ainda é experimental
A polilaminina é desenvolvida a partir da laminina, uma proteína presente no organismo humano e envolvida em processos relacionados à organização dos tecidos. A substância vem sendo estudada por pesquisadores brasileiros devido ao seu potencial para auxiliar na regeneração do tecido nervoso após lesões na medula espinhal.

A pesquisa é liderada pela professora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que desenvolve estudos relacionados à laminina e à regeneração do tecido nervoso há mais de duas décadas.

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou um estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da aplicação da polilaminina em pacientes com trauma raquimedular agudo. Nessa etapa, o objetivo principal é verificar a segurança e os possíveis eventos adversos, e não comprovar que a substância recupera movimentos ou sensibilidade.

Acompanhamento médico
Segundo informações da equipe envolvida no procedimento, a aplicação foi realizada dentro do período previsto no protocolo para pacientes com lesão medular aguda.

A aplicação da polilaminina, porém, não representa garantia de recuperação dos movimentos ou da sensibilidade. A evolução do paciente será acompanhada pela equipe médica e pelos pesquisadores, seguindo os protocolos estabelecidos para a pesquisa.

O caso realizado em Cacoal marca a participação da rede pública de Rondônia em uma pesquisa brasileira que busca ampliar o conhecimento sobre possíveis alternativas para o tratamento de lesões graves da medula espinhal.

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