VÍDEO | Quadrilha de Belém é presa suspeita de furtar celulares durante o Rock in Rio

Quatro paraenses foram detidos em flagrante após serem monitorados por policiais dentro da Cidade do Rock; parte dos aparelhos foi recuperada e devolvida às vítimas
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Quatro homens naturais de Belém, no Pará, foram presos em flagrante na sexta-feira (11), suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em furtar celulares durante o Rock in Rio, realizado no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo agia em conjunto e se misturava ao público para se aproximar das vítimas e retirar os aparelhos sem que elas percebessem.

VEJA O VÍDEO: 

Conteúdo protegido pelo Instagram. O Instagram restringe a exibição desta publicação em outros sites. Ver no Instagram

A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca. Os policiais já investigavam a atuação dos suspeitos dentro do festival e acompanharam a movimentação do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, após novos furtos, os quatro foram abordados e presos. Celulares levados durante as ações criminosas foram recuperados. Parte dos aparelhos conseguiu ser devolvida aos proprietários menos de uma hora depois dos furtos.

Os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. A investigação também busca identificar se o grupo possui ligação com outros furtos registrados durante grandes eventos e se havia mais pessoas envolvidas no esquema.

Operação contra quadrilhas de celulares

A prisão dos paraenses faz parte da atuação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, criado para combater crimes patrimoniais em locais com grande concentração de pessoas.

Durante o Rock in Rio, agentes à paisana passaram a circular entre o público para identificar suspeitos de furtos, receptação e outros crimes relacionados a celulares.

O trabalho já havia resultado em outras prisões durante o festival. Na segunda-feira (7), um colombiano suspeito de integrar uma quadrilha especializada em furtos em grandes eventos foi preso em São Paulo com seis celulares furtados no Rock in Rio. Segundo as investigações, ele havia deixado o Rio de Janeiro em um ônibus com destino à capital paulista.

Também no dia 7, dois homens de nacionalidade mexicana foram presos em um hotel na região central do Rio suspeitos de comercializar celulares furtados durante o festival. Seis aparelhos foram recuperados na ação, e a polícia identificou ainda dois homens que seriam compradores dos dispositivos.

Ocorrências diminuíram no festival
Apesar das prisões, os dados divulgados pelas forças de segurança apontaram redução no número de ocorrências nos primeiros dias do Rock in Rio 2026. Foram registrados 604 procedimentos nos quatro primeiros dias, uma queda de 15,5% em comparação com o mesmo período de 2024.

Os furtos em geral tiveram redução de 12,8%, enquanto os registros envolvendo celulares caíram 4,3%. A maior parte das ocorrências, 93,7%, aconteceu dentro da Cidade do Rock.

A Polícia Civil mantém as investigações para identificar outros envolvidos nos furtos e na possível cadeia de receptação dos celulares levados durante o festival.

Carregar Comentários