Uma semana após morte de aluno soldado da PM do Amapá, pelotão faz corrida em homenagem

Com o impacto, ele foi arremessado para uma área de mata às margens da rodovia.
Redação Imediato Online
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Uma semana após a morte do aluno soldado João Vitor Agemino de Carvalho, colegas do 2º pelotão do 27º Curso de Formação de Soldados (CFSD) prestaram homenagem com uma corrida. Ele morreu em um acidente de trânsito no feriado de 7 de setembro, na rodovia Josmar Chaves Pinto, Zona Sul de Macapá.

O jovem seguia para o Sambódromo de Macapá, onde participaria do Desfile Cívico-Militar quando sofreu o acidente. Com o impacto, ele foi arremessado para uma área de mata às margens da rodovia. Não havia outros veículos envolvidos. Quando o Batalhão de Trânsito chegou, ele já estava morto.

A corrida aconteceu no fim de semana e foi marcada por lembranças e pelo compromisso dos colegas de manter viva a memória de João. Durante o percurso, os colegas lembraram da energia de João, que vivia o curso como a realização de um sonho.

“Ouça agora o que eu vou te contar, o combatente mais vibrante e destemido, estou falando do noventa e cinco…”, cantaram os alunos em homenagem ao colega. João era o número 95 do curso.

Ele foi aprovado no concurso da PM realizado em 2022, que ofereceu 2,5 mil vagas em cadastro reserva, e fazia parte das convocações recentes do Governo do Amapá.
A Polícia Militar divulgou nota de pesar pela morte do aluno soldado.

O 1º tenente Fernando Souza, responsável pela preparação de João Vitor no Centro de Formação da PM, afirmou que o jovem tinha um futuro promissor na corporação. Segundo ele, nesta fase do curso muitos alunos recebem anotações por falhas, mas Vitor não tinha nenhuma.

“A conduta dele como um militar nesses dois meses de curso foi exemplar. A questão dos valores militares ele pegou de pronto, sendo disciplinado e cumpria sempre o horário e o uniforme dele sempre estava impecável. Então assim, ele já se destacava positivamente a frente do pelotão em todos os critérios, tanto técnico físico, quanto na questão de disciplina. É uma perda dolorosa, bastante doída para gente, para toda a polícia”, afirmou o tenente.
João Vitor também era formado em engenharia mecânica.

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