NOVA YORK — Na manhã de 11 de setembro de 2001, as ruas de Nova York foram tomadas por uma enorme nuvem de poeira e escombros após o colapso das Torres Gêmeas do World Trade Center. Pessoas que estavam próximas ao local correram para se afastar da região enquanto equipes de emergência tentavam chegar aos prédios atingidos.
As imagens de moradores, trabalhadores, turistas e socorristas fugindo pelas ruas de Manhattan se tornaram registros históricos de um dos acontecimentos mais marcantes do início do século XXI.
Naquele dia, 19 integrantes da rede extremista al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais. Dois foram lançados contra as torres do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na região de Washington. O quarto avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave.
Como foi a manhã de 11 de setembro
Às 8h46, no horário local, o voo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Pouco mais de 17 minutos depois, às 9h03, o voo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul.
Inicialmente, muitas pessoas ainda tentavam entender o que estava acontecendo. A situação mudou rapidamente quando o segundo avião atingiu o complexo e ficou evidente que os impactos não eram acidentes isolados.
Às 9h37, o voo American Airlines 77 atingiu o Pentágono. Cerca de 22 minutos depois, às 9h59, a Torre Sul do World Trade Center desabou.
Enquanto as equipes de emergência trabalhavam na região de Nova York, passageiros do voo United Airlines 93 tomaram conhecimento dos ataques por meio de contatos com pessoas em solo. Eles decidiram reagir contra os sequestradores, e o avião acabou caindo em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03.
Às 10h28, a Torre Norte também desabou. O colapso provocou uma nova nuvem de poeira e destruiu parte da região de Lower Manhattan.
As imagens que ficaram na memória
Entre os registros daquele dia estão imagens de pessoas correndo pelas ruas de Nova York para escapar da poeira e dos destroços. A fumaça tomou parte de Manhattan e dificultou a visibilidade, enquanto bombeiros, policiais, paramédicos e voluntários se dirigiam à região atingida.
As fotografias e vídeos produzidos naquele momento passaram a representar a dimensão do ataque e a reação das pessoas que estavam próximas ao World Trade Center.
O Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro mantém uma linha do tempo com fotografias, vídeos, áudios e relatos de pessoas que vivenciaram os acontecimentos.
Número de vítimas
Os ataques de 11 de setembro de 2001 deixaram 2.977 vítimas, sem contar os 19 sequestradores. Segundo o Memorial do 11 de Setembro, as vítimas eram de mais de 90 países.
Do total, 2.753 pessoas morreram em Nova York, 184 no Pentágono e 40 estavam a bordo do voo 93.
Um dia que mudou a história
Os ataques provocaram mudanças profundas nos Estados Unidos e tiveram consequências que ultrapassaram as fronteiras do país. Medidas de segurança em aeroportos foram ampliadas, operações de combate ao terrorismo ganharam novas dimensões e os acontecimentos deram início a uma série de desdobramentos políticos e militares.
Passadas décadas, o 11 de setembro permanece marcado pela memória das vítimas e pelos registros das pessoas que presenciaram a tragédia.
Em Nova York, o local onde ficavam as Torres Gêmeas abriga atualmente o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, dedicado às vítimas dos ataques e à preservação das histórias daquele dia.
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