Rede de Fast Food recoloca calçamento histórico da avenida Nazaré depois de concretar piso

No caso da calçada, o processo exige licença da Secretaria de Licenciamento, além de análise da Secretaria de Cultura, por se tratar de área tombada, e do Código de Postura.
Redação Imediato Online
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Em maio deste ano, um professor e historiador conhecido em Belém denunciou que uma empresa do ramo de fast food concretou uma parte da calçada histórica da avenida Nazaré, formada por pedras de lioz, um tipo de calcário português protegido por lei e tombado como patrimônio histórico.

Com a repercussão do vídeo compartilhado nas redes sociais, a Prefeitura de Belém notificou e multou a empresa em R$ 30 mil reais por destruir a calçada. O empreendimento foi obrigado a restaurar a calçada à forma original e o Imediato foi conferir o trabalho sendo feito nesta quarta, 9.

O caso provoca a reflexão sobre zelar e preservar a história de um lugar, no caso a arquitetura histórica da avenida, que é uma das mais movimentadas da capital paraense. O material, extraído em Portugal no século XIX, foi utilizado durante a expansão marítima portuguesa e está presente em monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Para realizar intervenções na cidade, mesmo em áreas privadas, é necessária autorização prévia. No caso da calçada, o processo exige licença da Secretaria de Licenciamento, além de análise da Secretaria de Cultura, por se tratar de área tombada, e do Código de Postura.

 

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