Quatro anos após naufrágio da Dona Lourdes II, familiares e sobreviventes fazem ato por justiça em Belém

Manifestação ocorre na Estação das Docas e homenageia as 23 vítimas da tragédia, além de cobrar respostas e responsabilização pelo naufrágio
Redação Imediato Online
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Familiares das vítimas e sobreviventes do naufrágio da embarcação Dona Lourdes II realizam, nesta terça-feira (8), um ato por justiça em Belém. A manifestação ocorre no Porto da Estação das Docas, quatro anos após a tragédia que deixou 23 pessoas mortas.

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O ato reúne familiares e sobreviventes em uma homenagem às vítimas e também em uma cobrança por respostas sobre as circunstâncias do naufrágio. Para os participantes, o tempo desde a tragédia não encerrou a busca por responsabilização.

O naufrágio aconteceu em 8 de setembro de 2022, quando a embarcação fazia o trajeto entre Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, e Belém. A Dona Lourdes II afundou nas proximidades da Ilha de Cotijuba.

Na época, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), não havia uma lista oficial de passageiros. A embarcação transportava cerca de 80 pessoas, das quais 23 morreram.

Sobreviventes relataram problemas
Após o acidente, sobreviventes relataram possíveis falhas durante a viagem. Entre os questionamentos apresentados estavam a demora no acionamento do socorro e a suposta falta de distribuição de coletes salva-vidas aos passageiros.

Também foram levantadas questões relacionadas à situação da embarcação. Conforme informações divulgadas após o naufrágio, a Dona Lourdes II não possuía autorização para realizar a navegação e teria saído de um porto clandestino.

O comandante da embarcação, Marcos de Souza Oliveira, foi responsabilizado criminalmente pelo naufrágio. Ele chegou a ser preso preventivamente, mas posteriormente passou a responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares.

Quatro anos depois da tragédia, familiares e sobreviventes voltam a ocupar as ruas para manter viva a memória das vítimas e cobrar o avanço das medidas judiciais relacionadas ao caso.

Para os familiares, o ato representa também um pedido por respostas e responsabilização, além de um alerta para que a tragédia não seja esquecida.

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