Emileide Magalhães, de 30 anos, foi condenada a 39 anos, 8 meses e 4 dias de prisão em regime fechado pela morte da própria filha, de 10 anos, em Brasilândia, no Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu em março de 2020, após a menina ter relatado que sofria abusos cometidos pelo padrasto.
Segundo as investigações, Emileide matou a criança e ocultou o corpo em uma estrada próxima ao lixão do município. A menina foi encontrada enterrada de cabeça para baixo. De acordo com a acusação, o crime teve a participação do filho da mulher, que tinha 13 anos na época.
Inicialmente, Emileide contou à polícia que havia deixado a filha em uma praça acompanhada do irmão e que a criança teria desaparecido. Posteriormente, ela procurou as autoridades e confessou o assassinato, levando os policiais até o local onde o corpo estava enterrado.

A condenação ocorreu durante um julgamento pelo Tribunal do Júri realizado em Três Lagoas (MS). Emileide foi responsabilizada pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsa comunicação de crime e corrupção de menores, esta última relacionada à participação do filho adolescente no caso.
As investigações apontaram ainda que a menina vinha relatando os abusos supostamente cometidos pelo padrasto, André Luiz Ferreira Piauí. Ele está preso e responde pelo crime de estupro de vulnerável.
O caso, ocorrido há seis anos, voltou a repercutir após a condenação da mãe, que deverá cumprir a pena em regime fechado.