Cerca de sete mil bancários e bancárias do Pará entraram em greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (4). A paralisação começou à meia-noite e foi aprovada em assembleia geral da categoria realizada na última segunda-feira (31).
A greve ocorre após os trabalhadores rejeitarem a última proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), após 13 rodadas de negociação. A entidade ofereceu reposição integral da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 0,6% de aumento real para 2026 e 2027.
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A mesma proposta prevê reajuste para benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-creche ou babá e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Além da questão salarial, os trabalhadores também reivindicam medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio moral e sexual, monitoramento digital e direito à desconexão, para evitar cobranças fora do horário de trabalho.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará, os cinco maiores bancos do país — Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander — registraram juntos lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025.
A categoria também aponta que, desde 2016, mais de 83,5 mil postos de trabalho foram eliminados no setor. Desde 2015, mais de 8,5 mil agências foram fechadas, uma redução de 37% na rede física.
O Banpará não participa da paralisação. Os funcionários do banco já aprovaram uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho.
Em Belém, os bancários realizam concentrações em três pontos nesta sexta-feira: no Banco da Amazônia, na Avenida Presidente Vargas, ao lado do Theatro da Paz; na Caixa Econômica do São Brás, na Avenida Governador José Malcher, esquina com a José Bonifácio; e no Complexo Humaitá do Banco do Brasil, na Travessa Humaitá, no bairro do Marco.
A categoria ainda não definiu uma data para o fim da paralisação.