Um homem de 53 anos foi preso por suspeita de estupro de vulnerável após ser filmado com um menino embaixo de um deck na faixa de areia da Praia da Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito estava com a bermuda parcialmente aberta enquanto permanecia com a criança no local.
Uma testemunha que estava na praia registrou a situação em vídeo e questionou o homem sobre o que estaria fazendo com o menino. Durante a abordagem, a criança afirmou que o suspeito era seu tio. Posteriormente, porém, o pai da criança informou à Polícia Civil que não existe qualquer parentesco entre os dois.
De acordo com o pai, o homem é apenas um conhecido do bairro e costuma jogar futebol com ele.
A polícia foi acionada após a denúncia. Quando os agentes chegaram ao deck, o suspeito e a criança já haviam deixado o local. O homem foi posteriormente localizado e levado à delegacia.
Segundo a investigação, foram identificados indícios de autoria e elementos que comprovariam a materialidade do crime de estupro de vulnerável. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
VEJA:
Relato da criança
A criança estava na praia acompanhada do pai, que jogava futebol no local. Em determinado momento, segundo o relato apresentado à polícia, o homem teria levado o menino até o deck sob o pretexto de que ele iria urinar.
O pai procurou o filho e conversou com ele sobre o que teria acontecido. Segundo o depoimento, o menino contou que o homem teria pedido para que ele abaixasse a calça e, depois, teria abaixado a própria bermuda e mostrado o órgão genital.
Ainda conforme o relato do pai, a criança afirmou que o suspeito não teria praticado outro ato e que também não teria ocorrido contato físico.
Suspeito nega acusação
Em depoimento à polícia, o investigado afirmou ser amigo da criança e disse que apenas acompanhou o menino até o local para que ele pudesse urinar. Segundo ele, os dois teriam ficado em direções diferentes.
O homem também negou ter mostrado o órgão genital à criança e alegou que a situação teria sido interpretada de maneira equivocada pelas pessoas que estavam na praia.
As circunstâncias seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.