Homem se entrega à polícia e é preso como último investigado de roubo de 30 kg de ouro em Boa Vista

Após cerco das investigações, oito suspeitos já foram localizados
Redação Imediato Online
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Um homem de 29 anos foi preso nesta quinta-feira (27) em Boa Vista. Ele é o último investigado que ainda não havia sido localizado na operação que apura o roubo de cerca de 30 quilos de ouro e dinheiro, avaliados em mais de 23 milhões de reais.

O suspeito se apresentou na sede da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, a DRACO, no Centro da capital. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Segundo a Polícia Civil de Roraima (PCRR), o homem decidiu se apresentar depois que as equipes avançaram nas buscas e conseguiram reduzir as possibilidades de localização.

A investigação começou na Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a Corregepol, após uma denúncia de roubo. Durante as primeiras apurações, os policiais descobriram que uma viatura descaracterizada da própria Polícia Civil teria sido usada no crime.

A partir dessa informação, um oficial investigador de 51 anos, identificado pelas iniciais M.H.A.S., passou a ser investigado. A Corregepol então pediu o apoio da DRACO para aprofundar o caso.

O Ministério Público de Roraima (MPRR), por meio do GAECO e da Promotoria de Justiça do Controle Externo, acompanhou as investigações e as diligências realizadas durante a operação.

Prisões dos demais investigados

Com o avanço da apuração, os policiais conseguiram identificar a dinâmica do crime e localizar outros suspeitos, que estavam em diferentes estados.

No dia 21 de agosto, quatro investigados foram presos em Roraima e Santa Catarina. Já nesta quarta-feira (26), outros dois policiais foram presos no Amazonas, com apoio da Polícia Federal.

A investigação também resultou no bloqueio judicial de aproximadamente 12 milhões de reais em bens e valores relacionados aos investigados.

Com a prisão do homem de 29 anos, os oito investigados identificados no caso foram localizados e tiveram as medidas judiciais cumpridas.

Paralelamente ao inquérito, a Corregedoria abriu um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a conduta do oficial investigador envolvido no caso.

A Polícia Civil informou que o servidor teve o porte de arma suspenso e foi afastado do serviço policial por 60 dias, além de cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Agora, com todos os investigados localizados, as diligências de campo foram encerradas. A Polícia Civil deve concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.

 

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