O desaparecimento de uma escultura chamou a atenção de quem frequenta a Praça da República, no centro de Belém, e reacendeu a preocupação com a segurança do patrimônio público em um dos espaços mais tradicionais da capital. Segundo a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbanal, a obra foi retirada para restauração, após tentativa de furto.
Nos últimos dias, quem passou pelo local se deparou com um cenário incomum: a obra “Ana Reta” não estava mais na alameda onde ficava instalada, restando apenas a base de pedra. Sem qualquer sinalização, a ausência gerou estranhamento imediato e levou muitos a acreditarem que a peça havia sido furtada.
A equipe do Imediato esteve na praça e conversou com frequentadores, que relataram susto ao notar o sumiço. Entre as principais queixas estão a falta de câmeras de monitoramento e a pouca presença da Guarda Municipal. “A gente já fica inseguro, aí vê uma estátua desaparecer assim, do nada”, disse um dos entrevistados. Outro reforçou a sensação de abandono: “Falta fiscalização, falta cuidado com a praça”.

De acordo com a Prefeitura de Belém, no entanto, a escultura não foi levada. A gestão informou que a peça foi retirada após uma tentativa de furto registrada em junho. Na ocasião, agentes da Guarda Municipal conseguiram recuperar a obra, que foi encaminhada para a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), onde passa por serviços de restauração. Ainda não há prazo para que “Ana Reta” seja recolocada no local.
Histórico de peças desaparecidas preocupa
O caso não é isolado. A Praça da República já registra outros episódios de danos e desaparecimento de partes de seus monumentos ao longo dos anos.
No principal conjunto escultórico do espaço, com cerca de 20 metros de altura, elementos importantes já foram levados. O rabo de um leão desapareceu, assim como parte da asa esquerda de uma das figuras angelicais. Além disso, itens decorativos, como frutos que compunham a obra, também foram furtados.
As marcas dessas perdas ainda podem ser vistas por quem visita a praça, reforçando a percepção de descuido e vulnerabilidade. Para frequentadores, a sequência de casos evidencia a necessidade de medidas mais eficazes de proteção.
Enquanto a escultura “Ana Reta” segue fora para restauração, o vazio deixado no pedestal vai além da ausência física da peça — ele também simboliza um problema recorrente: a dificuldade de preservar, na prática, o patrimônio histórico em espaços públicos.