Um açougueiro de 29 anos, preso suspeito de assassinar, esquartejar e descartar o corpo de uma mulher em lixeiras no bairro Parque Estoril, em São José do Rio Preto (SP), já possuía histórico criminal por violência doméstica. Marciel Dias dos Santos foi detido temporariamente no sábado (1º) após ser identificado por câmeras de segurança transportando os restos mortais da vítima em sacos plásticos.

A vítima do feminicídio anterior ocorreu em março de 2025, quando a ex-esposa do investigado, uma cozinheira de 38 anos, registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredida com mordidas, socos e chutes por não aceitar a decisão do marido de trabalhar. O casal viveu junto por três anos e tem uma filha de três anos. Marciel também é pai de outra criança e natural de Santa Rita de Cássia (BA).

Na ocasião, a Justiça concedeu medida protetiva à vítima e determinou que o agressor passasse por acompanhamento psicossocial. No entanto, em abril deste ano, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ele por descumprir a ordem judicial, já que deixou de frequentar o acompanhamento e não atendeu às intimações policiais. Pelo crime de violência doméstica, ele respondia em liberdade.
Investigação e vestígios de sangue
A captura de Marciel ocorreu em sua residência, onde policiais civis apreenderam uma manta perfurada por faca e impregnada de sangue. Encaminhado à carceragem da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), o suspeito confessou ter atuado sozinho e realizado diversas viagens a pé de sua casa até a lixeira de uma marmitaria local para ocultar o cadáver.
De acordo com o delegado André Amorim, a perícia utilizou técnicas para detectar sangue oculto no imóvel de Marciel. Os dados indicam que o acusado tentou encobrir os vestígios lavando a casa e pintando as paredes após o homicídio.

O investigado relatou ter conhecido a mulher em uma praça dias antes e a levado para sua residência no dia 25 de julho. Os restos mortais foram localizados por um funcionário do estabelecimento comercial dois dias depois.
O laudo necroscópico revelou que a vítima sofreu diversas perfurações no peito antes de ser desmembrada. A perícia constatou ainda que parte dos órgãos internos foi removida, mas não identificou quais nem a quantidade exata retirada.