Idoso perde o celular e criminoso transfere mais de R$ 8 mil em pix

Investigação aponta movimentações suspeitas na conta de idoso após desaparecimento de celular; banco também realiza apuração interna.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil do Amazonas investiga uma possível fraude bancária contra um homem de 61 anos, que teve valores retirados de sua conta corrente do Banco Santander após relatar o desaparecimento de seu celular. O caso está sendo apurado pelo 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob responsabilidade do delegado Adriano Félix.

Segundo o delegado, a ocorrência chegou ao conhecimento da equipe no dia 15 de julho de 2026. A vítima informou que teria perdido ou sido furtada do aparelho celular, mas não soube precisar se o fato aconteceu dentro de um ônibus ou nas proximidades do Prato Cidadão, onde havia ido almoçar.

Após o ocorrido, criminosos teriam conseguido acessar o aplicativo bancário da vítima e realizado três transferências via Pix para pessoas desconhecidas, além de contratar um empréstimo no valor de R$ 8.063,00. O idoso percebeu as movimentações ao acessar a conta por meio do celular da esposa.

“Ele veio até o 22º DIP e relatou esses fatos à equipe de investigação. Nós identificamos três Pix realizados para pessoas que ele não conhece e a equipe já está no encalço desses indivíduos para esclarecer o que ocorreu e, posteriormente, realizar os indiciamentos”, explicou o delegado Adriano Félix.

Apesar das movimentações financeiras, a polícia ainda não confirmou como os suspeitos conseguiram acessar o aplicativo bancário, já que, segundo o relato da vítima, o sistema exigia senha e não havia reconhecimento facial habilitado no aparelho.

O delegado destacou que o banco também realiza uma investigação interna para verificar como as operações foram autorizadas, incluindo a solicitação de um cartão de crédito feita pelos criminosos.

“Ainda está obscuro como eles tiveram acesso ao aplicativo. O banco vai precisar nos dar explicações para que possamos entender de fato o que ocorreu”, afirmou.

A vítima contou que estava acompanhando um familiar no Hospital Samel e saiu do local para ir para casa almoçar e pegar equipamentos de trabalho. Ele relatou que trabalha como açougueiro em um supermercado e que carregava o celular dentro de uma mochila, mantida na parte da frente do corpo.

O boletim de ocorrência foi registrado no dia 21 de julho, seis dias após a suposta perda ou furto do aparelho. Durante o depoimento, o homem informou ainda que familiares, incluindo a esposa, poderiam ter conhecimento da senha do aplicativo bancário.

A Polícia Civil orienta que usuários de aplicativos bancários mantenham suas senhas em sigilo, evitem compartilhar códigos de acesso e tenham atenção ao permitir que terceiros tenham conhecimento dessas informações.

“Não se deve repassar senha para ninguém. É importante manter o sigilo e ter controle sobre quem possui essas informações. Também não descartamos nenhuma possibilidade até concluirmos a investigação”, afirmou Adriano Félix.

A investigação segue em andamento para identificar os responsáveis pelas movimentações e esclarecer se houve furto do aparelho ou outra forma de acesso indevido à conta bancária.

 

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