Um investigador do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), foi morto durante uma operação realizada na sexta-feira (24), no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus. A ação resultou na prisão de cinco pessoas, na apreensão de mais de uma tonelada de entorpecentes, armamentos, munições e veículos. Entre os presos está o cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Bruno Everson Pinto dos Santos.
Segundo a Polícia Civil, a operação foi realizada com apoio das Forças de Segurança do Estado e tinha como objetivo combater o tráfico de drogas na capital amazonense. Durante o cumprimento dos mandados, um investigador do Denarc foi atingido e morreu em serviço.
As investigações prosseguiram ao longo da madrugada deste sábado (25), quando equipes do Denarc, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), seguiram até uma comunidade no município de Itacoatiara, onde localizaram Rafael Pereira Freitas, apontado como o principal suspeito de ter efetuado os disparos que mataram o policial civil.
Conforme a PC-AM, durante a abordagem o suspeito reagiu atirando contra os agentes. Houve troca de tiros e Rafael foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Polícia Civil informou que todos os detalhes da operação, das prisões, das apreensões e da investigação serão apresentados em coletiva de imprensa marcada para segunda-feira (27), às 11h, na sede da Delegacia Geral, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus.
Especialista comenta morte de investigador
Durante o velório do investigador Luciano Caroa, o especialista em segurança pública Hilton Ferreira lamentou a morte do policial e prestou solidariedade aos familiares e colegas de profissão.
Ferreira também destacou a atuação das equipes do Denarc, da Core e da Polícia Fluvial na continuidade das diligências que culminaram na localização do principal suspeito do crime em Itacoatiara. Em sua manifestação, defendeu uma resposta firme das forças de segurança ao crime organizado e voltou a cobrar mudanças na legislação penal brasileira, afirmando que as leis atuais favorecem a impunidade.
O especialista ainda relacionou o caso a outros episódios recentes de violência contra agentes de segurança registrados em diferentes estados do país, citando ataques contra policiais militares e civis, e classificou o cenário como um reflexo do fortalecimento das organizações criminosas.