Por décadas, a Avenida Sete de Setembro foi um dos principais cartões-postais do comércio de Porto Velho. Quem precisava comprar roupas, calçados, eletrônicos, medicamentos ou resolver serviços do dia a dia tinha o Centro como destino quase obrigatório. Hoje, porém, comerciantes e trabalhadores tradicionais afirmam que a realidade já não é a mesma.
Mesmo concentrando lojas de diversos segmentos, bancos, lotéricas, farmácias, papelarias, óticas, lanchonetes e profissionais como chaveiros, relojoeiros, costureiras e engraxates, o movimento de consumidores diminuiu em comparação aos anos anteriores.
Segundo comerciantes ouvidos pela reportagem, a abertura de novos centros comerciais e a expansão do comércio para outras regiões da cidade mudaram os hábitos dos consumidores. Eles relatam que o período da manhã ainda concentra um fluxo maior de clientes, mas afirmam que, após as 15 horas, a circulação de pessoas cai significativamente.
Apesar da redução no movimento, consumidores continuam procurando o Centro pela variedade de produtos, pela facilidade de comparar preços e pela diversidade de serviços concentrados em um único local.
Para quem trabalha há décadas na Sete de Setembro, a avenida continua sendo um símbolo da história comercial de Porto Velho. No entanto, eles acreditam que o fortalecimento de outros polos de compras fez com que o Centro deixasse de ser a única opção para os moradores da capital.
Mesmo diante das mudanças, comerciantes defendem que a região ainda mantém sua importância econômica e segue sendo referência para quem busca variedade, tradição e atendimento no coração da cidade.