Após o incêndio que destruiu grande parte dos materiais recicláveis da Cooperativa de Materiais Recicláveis Catanorte, na tarde desta terça-feira (21), na Vila Princesa, em Porto Velho, um dos representantes da entidade cobra providências do poder público e aponta suposta falta de manutenção na área como um dos fatores que podem ter contribuído para a propagação do fogo.
Segundo o diretor financeiro da cooperativa, conhecido como Bigode, havia uma recomendação para que a limpeza da vegetação e da estrada ao redor da área fosse realizada a cada 15 dias, conforme exigência do Ministério Público do Trabalho (MPT). No entanto, de acordo com ele, esse cronograma não teria sido cumprido.
Ainda conforme o representante da cooperativa, a última limpeza ocorreu há vários meses e, desde então, a vegetação voltou a crescer, formando um grande acúmulo de material seco ao redor do local.
Bigode afirma que a cooperativa encaminhou diversos pedidos para que uma nova limpeza fosse realizada como forma de prevenir incêndios, principalmente durante o período de estiagem. Segundo ele, os trabalhadores receberam como resposta que o serviço ainda não havia sido autorizado.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Não há confirmação se as chamas começaram na vegetação próxima, no antigo lixão ou se houve ação criminosa. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Com o incêndio, a cooperativa estima um prejuízo superior a R$ 800 mil, após a destruição de centenas de toneladas de materiais recicláveis que estavam armazenados no local.

