A paralisação dos rodoviários provocou transtornos e deixou milhares de usuários do transporte coletivo em dificuldades para retornar para casa na tarde desta segunda-feira (20), em Manaus. Com os ônibus recolhidos às garagens e diversas linhas fora de operação, passageiros enfrentaram longas filas, estações lotadas e aumento nos valores das corridas por aplicativos.
Na estação Santos Dumont, uma das áreas afetadas pela paralisação, a movimentação era intensa durante o horário de pico. Trabalhadores e estudantes permaneciam no local aguardando alguma alternativa de transporte, enquanto ônibus circulavam com avisos como “garagem”, “fora de operação” e “sem operação”.

Muitos usuários relataram que estavam há mais de uma hora esperando uma solução. Sem ônibus disponíveis, parte da população tentou solicitar carros por aplicativo, mas encontrou preços elevados devido à alta demanda.
Uma passageira afirmou que aguardava há cerca de uma hora e não conseguia chamar um veículo porque os valores estavam muito altos. Outros usuários relataram que corridas que normalmente custariam cerca de R$ 5 chegaram a ultrapassar R$ 25.
“Todo mundo está desprevenido. Se eu tivesse dinheiro, já estaria em casa”, relatou um trabalhador que aguardava transporte após sair do serviço.

Outro grupo de passageiros informou que tentou dividir uma corrida entre várias pessoas para reduzir os custos, mas mesmo assim encontrava dificuldades para conseguir um motorista disponível. Segundo eles, os valores chegavam a aproximadamente R$ 50.
A paralisação ocorre após o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, anunciar que a categoria manteria o movimento enquanto existirem pagamentos salariais atrasados. Segundo o sindicalista, os trabalhadores enfrentam problemas relacionados a atrasos desde janeiro.
De acordo com o sindicato, a reivindicação é pelo pagamento dos salários e dos direitos dos trabalhadores. A entidade afirmou que mesmo com possíveis repasses financeiros por parte do poder público, a categoria não pretende retornar imediatamente às atividades enquanto a situação não for resolvida.
A situação gerou revolta entre os passageiros, principalmente trabalhadores que saíram do expediente e estudantes que dependiam dos ônibus para voltar para casa. Muitos afirmaram que a paralisação trouxe impactos financeiros e transtornos após um dia de trabalho.
Com a falta de previsão para o retorno integral do transporte coletivo, usuários são orientados a buscar rotas alternativas e acompanhar os comunicados oficiais sobre a negociação entre trabalhadores, empresas e representantes do poder público.
Enquanto o impasse continua, a população de Manaus enfrenta uma rotina de incertezas para conseguir se deslocar pela cidade.