Revoltados com apagão, moradores fecham rua e protestam no bairro Shangrilá, em Manaus

Durante o protesto, a via foi parcialmente interditada até a chegada da Polícia Militar, que controlou a situação.
Redação Imediato Online
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Moradores do bairro Shangrilá, localizado na rua José Pinto Corrêa, no Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus, realizaram um protesto na noite deste sábado (18) após permanecerem cerca de 12 horas sem energia elétrica. Revoltados com a demora no restabelecimento do serviço, eles chegaram a interditar a via e ameaçaram incendiar pneus para chamar a atenção das autoridades e da concessionária responsável pelo fornecimento de energia.

Segundo relatos da comunidade, o fornecimento de energia foi interrompido por volta das 8h para a realização de uma manutenção na rede elétrica. Os moradores afirmam, porém, que não foram avisados previamente sobre a interrupção e que o prazo inicialmente informado para a conclusão dos trabalhos não foi cumprido.

A falta de energia provocou revolta entre os moradores, que denunciaram transtornos causados pelo calor intenso, além de prejuízos para famílias e comerciantes da região.

Um dos moradores, Fred Paiva, afirmou que situações semelhantes têm ocorrido com frequência no bairro.

“Eles chegam, desligam a energia e não avisam ninguém. Disseram que o serviço terminaria às seis da tarde, mas já era noite e nada tinha sido resolvido. Isso acontece justamente nos finais de semana, quando as famílias estão em casa. Não vamos mais aceitar esse tipo de situação”, declarou.

De acordo com os moradores, a interrupção afetou idosos, crianças, bebês e pessoas doentes que dependem da energia elétrica para ventiladores, aparelhos e para a conservação de medicamentos e alimentos.

Além dos transtornos para os moradores, comerciantes também relataram prejuízos causados pela falta de energia.

José Ramon do Ribeiro, proprietário de um estabelecimento na região, afirmou que perdeu alimentos preparados para a semana e precisou interromper completamente as atividades do comércio.

Segundo ele, refrigerantes e alimentos armazenados começaram a descongelar devido ao longo período sem refrigeração, comprometendo as vendas e causando prejuízo financeiro. Lanchonetes, pizzarias e outros estabelecimentos permaneceram fechados por não conseguirem operar sem energia elétrica.

Diante da revolta da população, equipes da Polícia Militar foram acionadas para acompanhar o protesto e garantir a segurança dos trabalhadores que realizavam o serviço de manutenção na rede elétrica.

Apesar da tensão, não houve registro de confrontos. Os moradores permaneceram cobrando uma solução imediata e afirmaram que só encerrariam a manifestação após o restabelecimento da energia.

Segundo os relatos, representantes da concessionária informaram que o fornecimento seria normalizado até a meia-noite. A previsão, no entanto, aumentou ainda mais a insatisfação da comunidade, que já acumulava mais de 12 horas sem energia elétrica.

Os moradores também criticaram a falta de comunicação prévia sobre a manutenção e cobraram mais respeito da empresa com a população, principalmente em períodos de calor intenso e aos fins de semana. Durante o protesto, a via foi parcialmente interditada até a chegada da Polícia Militar, que controlou a situação.

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