O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou a hipótese de estupro no caso da morte de uma bebê de 10 meses, encontrada sem vida em Fortaleza na última segunda-feira (13). O resultado, divulgado nesta sexta-feira (17), apontou que a causa da morte foi asfixia, contrariando a avaliação inicial do hospital onde a criança recebeu atendimento.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), exames toxicológicos realizados no sangue da bebê não identificaram a presença de álcool ou drogas. Além disso, não foram encontrados vestígios de sêmen ou material genético dos dois homens presos no corpo da vítima. O exame sexológico também concluiu que não houve qualquer tipo de violência sexual.
Com a divulgação do laudo pericial, a linha de investigação foi alterada. A principal hipótese agora é de morte por asfixia, descartando oficialmente a suspeita de crime sexual que havia sido considerada no início do caso.
Segundo a Polícia Civil do Ceará, a prisão em flagrante de dois suspeitos: o companheiro da mãe da bebê, de 22 anos, e um primo dele, de 26 anos, ocorreu com base em um relatório médico do hospital particular onde a criança foi socorrida. O documento, assinado por quatro médicos emergencistas pediátricos e dois cardiologistas, apontava indícios considerados compatíveis com abuso sexual, o que levou à autuação inicial por estupro.
Com o avanço das investigações e a conclusão do laudo da Pefoce, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) reclassificou o caso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar, descartando a ocorrência de violência sexual. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.