NOVA JERSEY (EUA) — Em duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Brasil e Noruega vão empatando em 0 a 0 no MetLife Stadium neste domingo (5). O primeiro tempo de partida entregou tudo o que se esperava de um mata-mata de Mundial: intensidade física, duelo tático de alto nível e uma dose cavalar de drama após a Seleção Brasileira desperdiçar uma cobrança de pênalti logo nos minutos iniciais.
O momento chave: Nyland para Bruno Guimarães no pênalti
A torcida verde e amarela presente em peso em Nova Jersey foi do êxtase à frustração em questão de minutos. O Brasil teve a faca e o queijo na mão para abrir o placar e mudar toda a dinâmica da partida logo no começo:
- 10 minutos: O atacante Matheus Cunha faz excelente movimentação na área e acaba derrubado pelo zagueiro norueguês Kristoffer Ajer.
- 12 minutos: Após intervenção e revisão do VAR, a arbitragem confirma a penalidade máxima a favor do Brasil.
- 13 minutos: O volante Bruno Guimarães assume a responsabilidade pela cobrança. Ele bate forte no canto direito, mas o goleiro Ørjan Nyland acerta o lado e faz uma defesa espetacular. O jogador brasileiro sentiu o golpe e ficou visivelmente abalado após o lance.
Susto inicial, estratégia de Ancelotti e resposta brasileira
Antes mesmo do pênalti, a Noruega havia surpreendido nos primeiros 15 minutos ao tomar a iniciativa do jogo. Liderados pela regência de Martin Ødegaard no meio-campo, os europeus ditaram o ritmo tentando alimentar o artilheiro Erling Haaland. Logo aos 3 minutos, Alexander Sørloth chegou a ser acionado com perigo, mas a arbitragem assinalou impedimento.
Do lado brasileiro, o técnico Carlo Ancelotti estruturou a equipe com uma postura mais cautelosa e reativa. A estratégia concentrou-se em manter uma marcação baixa e compacta, buscando explorar a velocidade dos pontas nos espaços deixados pela defesa norueguesa.
Superado o abalo emocional do pênalti perdido, a Seleção Brasileira equilibrou as ações, retomou o controle da posse de bola e passou a empurrar a Noruega para o seu campo defensivo, criando boas chances de gol:
- 16′: Rayan quase inaugurou o marcador com uma batida firme pela direita, aproveitando ótima assistência de Casemiro.
- 29′: O lateral Danilo apareceu bem como elemento surpresa no ataque e finalizou com perigo, mandando a bola pela linha de fundo.
- 31′: Vinícius Júnior fez jogada individual característica, mas teve sua finalização travada no momento exato pela sólida zaga escandinava.
O que esperar do segundo tempo?
Com o placar zerado no intervalo, o Brasil precisará elevar o nível de criatividade no setor de meio-campo para furar o forte bloqueio defensivo da Noruega. A precisão no último passe será fundamental para alimentar Vini Jr. e Matheus Cunha sem se expor aos perigosos contra-ataques puxados por Ødegaard e Haaland.
Se o empate persistir até o apito final, a definição da vaga para as quartas de final irá para a prorrogação e, persistindo a igualdade, para a disputa de pênaltis.