A Justiça do Ceará decidiu manter a prisão preventiva de um sargento da Polícia Militar investigado por atirar em um entregador por aplicativo, de 24 anos, no bairro Papicu, em Fortaleza. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (29).
Segundo o relato da vítima, ele realizava uma entrega em um condomínio quando foi abordado por um homem que, posteriormente, foi identificado como policial militar. O entregador afirma que se identificou como prestador de serviço, mas a situação evoluiu para um desentendimento.
“Ele tentou dar um tapa na minha cara, mas eu me esquivei. Depois ele falou para eu correr, senão iria atirar. Quando ele atirou, eu corri e só senti minhas costas queimando”, relatou o trabalhador.
A vítima foi atingida por um tiro abaixo do tórax e outro de raspão no ombro. Ele recebeu atendimento médico e teve alta hospitalar no dia seguinte.
O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem parte da ocorrência. Em nota, a Polícia Militar do Ceará informou que o agente estava afastado das atividades por questões de saúde e foi encaminhado à autoridade policial, onde permaneceu à disposição da Justiça. A corporação afirmou ainda que o caso será apurado conforme os procedimentos legais.
A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) também instaurou procedimento administrativo para investigar a conduta do agente.
Após o ocorrido, motociclistas por aplicativo realizaram uma manifestação em apoio ao colega nas proximidades do condomínio. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a situação e garantir a ordem pública.
As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias e responsabilidades do caso.