Família contesta versão de embriaguez e cobra investigação após viatura da ROCAM atingir carro na Autaz Mirim

A família pede uma apuração rigorosa por parte da Corregedoria e do sistema de Justiça para esclarecer as circunstâncias da batida
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

MANAUS (AM)– Um clima de profunda tristeza e revolta marcou o velório do casal Elcione Carvalho, de 53 anos, e Everaldo Irineu, de 55 anos, vítimas de um trágico acidente de trânsito ocorrido na madrugada deste domingo, na Avenida Autaz Mirim, bairro Grande Circular, zona Leste da capital. O veículo em que a família estava foi atingido na traseira por uma viatura das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (ROCAM).

Durante a cobertura ao vivo do Site Imediato no Recanto da Paz, familiares contestaram as informações disseminadas nas redes sociais de que o condutor do veículo — filho do casal, que sobreviveu à colisão — estaria dirigindo sob efeito de álcool. A família pede uma apuração rigorosa por parte da Corregedoria e do sistema de Justiça para esclarecer as circunstâncias da batida.

A dinâmica do acidente segundo a família

Diego, sobrinho das vítimas, falou com a nossa equipe de reportagem e relatou que imagens de câmeras de segurança comprovam que o primo realizou a conversão de forma correta e sinalizada. Segundo ele, a viatura da polícia trafegava em alta velocidade, realizando mudanças bruscas de faixa, e com o alerta sonoro (giroflex de áudio) desligado.

“É possível acompanhar no vídeo das câmeras que ele faz a conversão com a sinalização e, quando entra na via principal, o giroflex de áudio da polícia não está ligado, apenas a iluminação da viatura. Ele já estava entrando na rua quando a viatura colidiu com a parte traseira do veículo, ceifando a vida de duas pessoas muito importantes da nossa família”, detalhou o sobrinho.

Diego também esclareceu que o carro envolvido no acidente não era alugado, mas sim de propriedade da mãe dele (dona Jane, irmã de Elcione), e estava totalmente legalizado e emprestado ao condutor.

Recusa ao teste do bafômetro e estado de choque

O filho do casal, que estava ao volante e vestia uma camisa do Flamengo durante o velório, encontrava-se em estado de choque profundo, sendo amparado por amigos e parentes. A família explicou que a recusa em realizar o teste de alcoolemia logo após a colisão ocorreu em razão do desespero absoluto gerado pela tragédia.

  • Elcione Carvalho: Servidora pública, morreu ainda no local do acidente.
  • Everaldo Irineu: Foi socorrido em estado grave, mas foi a óbito na manhã de domingo no hospital.
  • Esposa do condutor: Ficou gravemente ferida e foi internada no Hospital Platão Araújo.

“As pessoas estão julgando como se ele estivesse embriagado. Ele se negou a fazer o teste porque estava em estado de choque. Ele tinha acabado de ver a mãe morrer, o pai gravemente ferido, a esposa internada podendo morrer, e ele tem dois filhos pequenos. Isso é um direito constitucional dele naquele momento de desespero”, desabafou Diego, repudiando o julgamento precipitado nas redes sociais.

Apelo por Justiça

Abalados, os familiares de ambas as vítimas — incluindo o senhor Francisco, irmão de Everaldo — uniram-se em um pedido uníssono por prudência e justiça. Eles questionam a velocidade e o procedimento adotado pela guarnição da Polícia Militar em uma via onde a faixa da direita é destinada a conversões e exige velocidade reduzida.

“O que nós queremos é que se faça uma apuração. Mesmo que estejam em uma ocorrência, tem que ter prudência no trânsito. A polícia é responsável pela nossa segurança e não por tirar vidas”, concluiu o sobrinho.

Para mais atualizações sobre este e outros casos da cidade, continue acompanhando o site Imediato e nossos cortes oficiais no Instagram @imediato.amazonas

Carregar Comentários