A defesa de Eduardo Nobre, suspeito de envolvimento na morte de Rafael Souza, conhecido como “Baiano”, apresentou sua versão sobre o caso após a oitiva e a apresentação do investigado à polícia em Manaus.
Em entrevista à imprensa, a advogada Valéria Rabelo afirmou que o caso teria origem em conflitos antigos dentro do Conjunto Tocantins, onde vítima e investigado conviviam há anos e já mantinham desentendimentos recorrentes.
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Segundo a defesa, havia um histórico de discussões e situações de tensão entre os envolvidos, incluindo relatos de ameaças que teriam sido feitas à família de Eduardo. A advogada também afirmou que um vídeo será anexado ao processo e que, segundo ela, mostraria episódios anteriores de desentendimento e supostas ameaças.
A versão apresentada pela defesa sustenta ainda que o investigado estaria arrependido do ocorrido. “Ele é uma pessoa muito arrependida e não tinha intenção de que isso acontecesse”, declarou a advogada durante a entrevista.
Valéria Rabelo também mencionou que Eduardo enfrentaria problemas pessoais e faria uso de substâncias, o que, segundo ela, influenciaria seu comportamento em determinadas situações. No entanto, a defesa contestou informações sobre supostos antecedentes criminais, afirmando que ele não possui condenações, apesar de registros de ocorrências ligados a conflitos anteriores no condomínio.
A advogada relatou ainda que a família foi quem procurou assistência jurídica e destacou que Eduardo morava há décadas no local onde os fatos ocorreram, afirmando que o conflito se restringia principalmente à relação com a vítima.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Estado do Amazonas, que deve confrontar a versão apresentada pela defesa com os depoimentos de testemunhas, demais envolvidos e elementos reunidos ao longo do inquérito.
Eduardo Nobre segue à disposição da Justiça e deve passar pelos próximos procedimentos judiciais enquanto o caso continua sendo apurado.