Um homem identificado como Ítalo Soares Ramos, de 28 anos, foi preso na noite deste sábado (20), em Manaus, após a Guarda Municipal cumprir um mandado de prisão em aberto pelo assassinato do próprio pai, Albertino Gonçalves Ramos, de 56 anos. O crime ocorreu no dia 19 de janeiro de 2025, na comunidade Paraná do Guariba, zona rural de Manacapuru, no interior do Amazonas.
A prisão aconteceu durante um patrulhamento preventivo da Guarda Municipal nas proximidades do Terminal 4, na zona norte da capital. Os agentes reconheceram o suspeito e, antes da abordagem, realizaram uma consulta ao sistema, que confirmou a existência do mandado de prisão expedido pela Justiça. Diante da confirmação, Ítalo foi detido e encaminhado ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde ficou à disposição das autoridades.
Relembre o caso
De acordo com as investigações, Albertino Gonçalves Ramos foi morto a golpes de terçado dentro da residência da família. Segundo a polícia, o crime ocorreu após uma discussão entre pai e filho. A vítima teria chegado do trabalho e encontrado Ítalo mexendo em seus pertences, situação que deu início ao desentendimento.
Durante a briga, o suspeito teria atacado o pai com diversos golpes de terçado. Albertino chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações apontam ainda que Ítalo sofre de transtornos mentais e fazia uso de medicação controlada. A suspeita é de que ele não tenha tomado os medicamentos no dia do crime, o que pode ter contribuído para um possível surto psicótico.
Familiares relataram à polícia que esta não teria sido a primeira vez que Ítalo apresentava comportamento agressivo contra o pai. Segundo os parentes, ele já havia feito ameaças de morte à vítima antes do homicídio.
Suspeito havia sido abordado anteriormente
Conforme a Guarda Municipal, a equipe já havia encontrado Ítalo anteriormente, após receber informações do próprio irmão do suspeito. Na ocasião, ele chegou a ser conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). No entanto, como ainda não existia um mandado de prisão expedido pela Justiça, o homem precisou ser liberado.
Com a expedição do mandado, os agentes conseguiram localizar novamente o suspeito durante patrulhamento de rotina e efetuaram a prisão. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas.