Um borracheiro identificado como Fabrício foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (19), dentro da oficina onde trabalhava, localizada na Rua Belo Horizonte, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo familiares, a esposa da vítima ouviu os disparos, mas acreditou que os tiros tivessem sido efetuados na rua. Ao sair de casa, ela não percebeu nenhuma movimentação suspeita e retornou para o imóvel. Sem imaginar que o marido havia sido baleado dentro da oficina, chegou a telefonar para ele para comentar que havia escutado os disparos na região. Somente depois descobriu que a vítima era o próprio companheiro.
A morte causou grande comoção entre familiares e amigos. A esposa relatou que Fabrício era um homem trabalhador, dedicado à família e responsável pelo sustento da casa. Na noite anterior ao crime, ele havia saído com a família para comprar sorvete para os filhos.
O casal deixa quatro filhos. O caçula, de três anos, é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, segundo a família, exigia cuidados constantes. Os familiares destacaram que Fabrício sempre demonstrava preocupação com o bem-estar da esposa e das crianças.
Ainda de acordo com a esposa, o borracheiro costumava permanecer na oficina até o período da noite e, por receio da violência, mantinha no local um simulacro de arma de fogo apenas para intimidar possíveis criminosos. O objeto foi recolhido pela equipe da Polícia Civil durante a perícia.
A família também informou que, horas antes do crime, Fabrício teria discutido por telefone com uma pessoa identificada apenas pela inicial “J”. As circunstâncias dessa conversa deverão ser investigadas.
As polícias Civil e Científica estiveram no local para realizar os procedimentos periciais. Após a conclusão dos trabalhos, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investiga o caso para esclarecer a motivação do crime e identificar os autores do homicídio.
