O debate sobre o atraso nas transmissões da Copa do Mundo de 2026 perdeu força logo na estreia da Seleção Brasileira. Apesar das críticas direcionadas às transmissões via YouTube, o chamado delay não impediu que a CazéTV registrasse sua maior audiência durante o empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, disputado neste sábado (13).
Nas semanas que antecederam o Mundial, Globo e SBT destacaram a vantagem do sinal digital, ressaltando que as partidas chegariam aos telespectadores alguns segundos antes das transmissões feitas pela internet. A estratégia buscava convencer o público de que acompanhar os jogos pelo YouTube significaria comemorar os gols depois de quem assistia pela televisão.
Na prática, porém, o cenário foi diferente.
Ainda nos primeiros minutos da partida, a transmissão comandada por Casimiro Miguel já reunia cerca de 11 milhões de espectadores simultâneos. O número cresceu ao longo do confronto, mesmo com a confirmação do atraso em relação ao sinal aberto.
Quando Ismael Saibari abriu o placar para Marrocos, aos 21 minutos do primeiro tempo, a audiência da CazéTV subiu para aproximadamente 11,6 milhões de pessoas conectadas ao mesmo tempo.
O maior crescimento ocorreu após o gol de empate do Brasil. Aos 32 minutos da etapa inicial, Vinicius Júnior marcou para a Seleção Brasileira e impulsionou a audiência da transmissão para mais de 12 milhões de espectadores simultâneos, estabelecendo um novo recorde para o canal durante a Copa do Mundo.
Os números indicam que o atraso de alguns segundos não afastou o público. Pelo contrário: a transmissão continuou atraindo novos espectadores mesmo nos momentos decisivos da partida.
Para o CEO e fundador da Máquina do Esporte, Erich Beting, a estratégia adotada pelas emissoras tradicionais de enfatizar o delay acabou não surtindo o efeito esperado.
Segundo ele, a primeira partida do Brasil na Copa mostrou que a diferença de tempo entre as transmissões não foi determinante para a escolha do público, e a CazéTV acabou levando vantagem na disputa pela audiência.