O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, detida desde o dia 21 de maio no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A decisão foi tomada por unanimidade pela Quinta Turma da Corte, que rejeitou o recurso apresentado pela defesa da investigada. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Os advogados de Deolane sustentaram que o caso não atende aos requisitos legais para a decretação da prisão preventiva e argumentaram que não há riscos à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal que justifiquem a manutenção da medida.
Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação também tem como alvos familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção criminosa.
Segundo as investigações, o grupo utilizaria empresas de fachada, imóveis e veículos de alto padrão para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas e dificultar o rastreamento financeiro.
De acordo com a Polícia Civil, o nome de Deolane passou a integrar as investigações após a análise de um aparelho celular apreendido durante uma operação anterior denominada “Lado a Lado”. Os investigadores afirmam ter encontrado conversas com pessoas ligadas à cúpula da organização criminosa e indícios de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.
Ainda conforme a investigação, foram identificadas movimentações milionárias sem comprovação econômica compatível, além da utilização de empresas e patrimônio de alto valor para ocultação de recursos.
As autoridades também apuram supostas relações pessoais e empresariais entre investigados e integrantes da facção criminosa. A defesa da influenciadora nega irregularidades.