Teve início nesta quarta-feira, no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro Aleixo, em Manaus, o julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nilson, acusados de participação no assassinato da jovem Débora da Silva Alves, de apenas 18 anos, grávida de oito meses. O caso, que chocou o Amazonas em 2023 pela crueldade dos detalhes, mobiliza familiares, amigos e a imprensa em frente ao fórum.
Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023 após sair para encontrar Gil Romero, apontado como pai do bebê que ela esperava. Segundo as investigações, ele teria prometido ajudá-la financeiramente na compra do enxoval da criança. Dias depois, o corpo da jovem foi encontrado em estado brutalizado.
De acordo com informações divulgadas na época do crime, Débora teve os pés decepados, o corpo queimado e o bebê retirado de sua barriga. A investigação apontou Gil Romero como mandante do crime, com a participação do colega de trabalho José Nilson. A motivação do assassinato estaria relacionada ao fato de Gil Romero ser casado.
Familiares chegaram ao fórum vestidos de preto e carregando banners com fotos de Débora e do bebê, que se chamaria Arthur. Em clima de forte emoção, o pai da vítima, José Júnior, falou à imprensa e pediu justiça pela filha.
“Esperamos que a justiça seja feita e que seja aplicada a pena máxima neles. Nossa luta não vai cessar. Queremos que eles permaneçam presos pelo máximo de tempo possível”, declarou.
Ainda segundo José Júnior, a família acompanha o julgamento com expectativa de que os réus sejam condenados pelos crimes cometidos contra Débora e o bebê.
“O que fizeram com ela foi cruel demais. Eles precisam refletir muito tempo lá dentro”, afirmou emocionado.
O julgamento deve durar três dias e reúne familiares, amigos e representantes da imprensa no Fórum Henoch Reis. A expectativa é de que dezenas de testemunhas sejam ouvidas durante o processo.
O caso de Débora ganhou grande repercussão no Amazonas pela violência extrema e pela condição da jovem, que estava prestes a dar à luz. Desde então, familiares realizam manifestações e acompanham cada etapa do processo judicial em busca de justiça.