A deputada estadual Alessandra Campelo anunciou nesta terça-feira (26), durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e também pelas redes sociais, novos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso envolvendo o professor de jiu-jítsu Melqui Galvão.
Segundo a parlamentar, o policial civil Enoque Galvão, irmão de Melqui Galvão, foi preso em Manaus no decorrer das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Ele é investigado por suspeitas de estupro e importunação sexual contra duas adolescentes que participavam de um antigo projeto social na Zona Norte da capital amazonense.
Melqui Galvão, ex-líder da equipe BJJ College, está preso em São Paulo e é alvo de múltiplos inquéritos relacionados a denúncias de estupro de vulnerável e violência psicológica contra adolescentes e atletas.
Durante o pronunciamento, Alessandra Campelo afirmou que as denúncias são graves e destacou a necessidade de rigor nas investigações.
No início deste mês, Enoque Galvão já havia sido afastado das funções na Polícia Civil após apurações apontarem suspeitas de participação na entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde Melqui Galvão esteve preso temporariamente em Manaus. A investigação também apura a suspeita de entrada de um aparelho celular na cela utilizada pelo professor de jiu-jítsu.
Segundo a deputada, também existem denúncias de ameaças e tentativas de coação contra vítimas e testemunhas ligadas ao caso.
Outro ponto destacado por Alessandra Campelo foi a decisão da Justiça de São Paulo que decretou, nesta terça-feira (26), a prisão preventiva de Melqui Galvão. O professor cumpria prisão temporária e aguardava definição sobre a continuidade da custódia.
A Procuradoria Especial da Mulher da Aleam informou que segue acompanhando o caso e reforçou que mulheres, adolescentes e famílias em situação de violência podem buscar atendimento psicossocial e jurídico gratuito junto ao órgão.

