Ativista paraense denuncia agressões após ser detida por forças israelenses

Beatriz Moreira integrava flotilha de ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza.
Redação Imediato Online
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A ativista paraense Beatriz Moreira, de 23 anos, denunciou ter sofrido agressões durante a detenção realizada por forças israelenses contra integrantes de uma flotilha humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza.

A embarcação foi interceptada na última segunda-feira (18), em águas internacionais. Segundo informações divulgadas, mais de 400 pessoas foram detidas e posteriormente deportadas para a Turquia. Entre elas, estavam quatro brasileiros.

Beatriz, que integra o Movimento dos Atingidos por Barragens no Brasil, retornou ao país nesta sexta-feira (22), após desembarcar inicialmente em Istambul junto aos demais integrantes do grupo.

A paraense relatou que os detidos foram submetidos a agressões físicas e psicológicas durante o período em que permaneceram sob custódia. Segundo ela, os presos foram obrigados a permanecer ajoelhados com o rosto no chão enquanto o hino de Israel era reproduzido.

Ela também afirmou que teve braços e pés amarrados com lacres plásticos e denunciou falta de água e alimentação adequada no navio-prisão. Ainda conforme o relato, pessoas que reclamavam das condições eram atingidas com balas de borracha.

Beatriz disse ainda ter ouvido gritos de outros detidos durante supostas sessões de tortura e afirmou que os presos foram pressionados a assinar documentos reconhecendo permanência ilegal no país.

Outro brasileiro que participava da flotilha, o médico Cássio Pelegrini, precisou ser hospitalizado em Istambul após apresentar ferimentos, segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens.

A ativista paraense também ganhou destaque recentemente por atuar como uma das lideranças da Cúpula dos Povos, evento realizado paralelamente à COP30 em Belém.

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