Mãe – O desfecho de uma busca que durou cinco anos ocorreu neste fim de semana com a prisão de um homem acusado de estuprar a própria filha. O crime, que chocou a comunidade, ocorreu em 2022, quando a criança tinha apenas três anos de idade. A prisão foi efetuada no bairro Petrópolis, após a própria mãe da vítima localizar o esconderijo do agressor e acionar as autoridades.
A Investigação por Conta Própria
Em um relato emocionante e carregado de indignação, a mãe da vítima revelou que precisou realizar uma investigação independente diante da dificuldade das autoridades em localizar o suspeito. “Foram cinco anos de muitas lágrimas e joelhos no chão. Eu mesma fui atrás, sem auxílio de advogado, enquanto a família dele o protegia”, afirmou a genitora em entrevista exclusiva ao Imediato.
De acordo com as informações, o homem estava escondido em uma residência com uma nova companheira e outras duas crianças. O mandado de prisão já havia sido expedido pela Justiça, mas o paradeiro do indivíduo permanecia desconhecido até a ação da mãe, que chamou a viatura policial no momento em que confirmou a localização.
Tensão e Confusão no DIP
Na manhã deste domingo, a movimentação no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) foi marcada por extrema tensão. Durante o encaminhamento do preso para o exame de corpo de delito, familiares do acusado tentaram intimidar a equipe de reportagem. Houve troca de ofensas e discussões entre os parentes do agressor e a equipe que registrava os fatos.
Um dos familiares do preso chegou a filmar os jornalistas em uma tentativa de constrangimento, questionando o direito de imagem, enquanto a equipe reafirmava o exercício do trabalho jornalístico em local público.
Traumas e Recuperação
A vítima, que hoje tem oito anos, ainda carrega as marcas do crime e passa por acompanhamento psicológico contínuo. A mãe relatou que, embora a criança tenha recuperado parte de sua rotina e viva hoje em um ambiente seguro, a inocência perdida é uma “marca que ela vai carregar para sempre”.
Para a genitora, a prisão representa um alívio após meia década de impunidade. “Agora é hora de ele pagar pelos erros dele. Eu espero que as outras mães não baixem a guarda e lutem até o fim”, declarou.
O homem agora segue para o sistema prisional, onde deverá cumprir a pena determinada pela Justiça após passar por audiência de custódia.