Caso Maísa: suspeito de envolvimento na morte de jovem é transferido para Belém e dá novos detalhes do crime

Ex-companheiro, preso em Bragança, afirma que queria “apenas cortar o cabelo” da vítima e cita suposta acusação de repasse de informações
Redação Imediato Online
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O caso da morte de Maísa Caroline ganhou novos desdobramentos após a transferência do principal suspeito para Belém. Preso inicialmente em Bragança, o ex-companheiro da vítima prestou novo relato às autoridades e apresentou uma versão diferente sobre a motivação do crime.

Segundo a nova declaração, o suspeito identificado como Davi, afirmou que teria solicitado a integrantes do grupo criminoso apenas que “cortassem o cabelo” da jovem, alegando que teria sido traído. No entanto, de acordo com ele, ao chegarem ao local, os envolvidos teriam acessado o celular da vítima e descoberto que ela estaria repassando informações à polícia, o que teria motivado a execução.

O homem também afirmou que não estava presente no momento do crime e que soube da morte por meio de uma amiga da vítima, identificada como “Duda”, apontada como responsável por atrair Maísa até a área de mata, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua.

Ainda segundo o relato, a mesma mulher teria sido orientada a avisar a família da vítima sobre a morte e a localização do corpo, com a recomendação de que não acionassem a polícia inicialmente.

Contradições e investigação

Apesar da nova versão, o suspeito já havia admitido anteriormente participação no caso e é apontado como peça-chave na dinâmica do crime. A Polícia Civil investiga as contradições no depoimento e não descarta a participação de outras pessoas.

O homem também confirmou que deixou a região após o crime por medo de ser responsabilizado, fugindo para Bragança, onde acabou localizado e preso.

Contexto do crime

Maísa Caroline foi encontrada morta em uma área de mata após desaparecer ao sair de casa a convite de uma conhecida. A principal linha de investigação aponta que ela foi vítima de um “tribunal do crime”, prática associada a organizações criminosas.

A suspeita de ter atraído a jovem para a emboscada segue foragida, e as autoridades continuam em diligências para localizar outros envolvidos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a motivação, a dinâmica do crime e a participação de todos os suspeitos.

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