Suzane von Richthofen voltou a falar publicamente duas décadas após o crime que chocou o país. Em um documentário inédito da Netflix, ainda sem data oficial de lançamento, ela apresenta sua versão sobre os acontecimentos e reconstrói a própria história.
No longa, provisoriamente intitulado “Suzane vai falar”, o relato começa pela infância. Suzane descreve o ambiente familiar como frio e sem afeto, afirmando que vivia em um lar marcado por cobranças e distanciamento emocional.

“Meu pai era zero afeto”, afirmou.
Um dos pontos mais polêmicos do documentário é a alegação de episódios de violência dentro de casa, incluindo um suposto ataque do pai contra a mãe. Segundo Suzane, esse cenário contribuiu para o isolamento emocional vivido por ela e pelo irmão.
Ela também aborda o relacionamento com Daniel Cravinhos, apontando o namoro como um fator decisivo para mudanças em seu comportamento e atitudes na época.
Sobre o crime, Suzane admite responsabilidade, mas tenta se distanciar da execução direta.
“A sensação que eu tenho é que aquela Suzane morreu junto com os meus pais”, declarou.
O documentário também traz contrapontos, como o relato da delegada Cíntia Tucunduva, que relembra o comportamento da jovem dias após o crime — versão que Suzane nega.
Atualmente em regime aberto, Suzane mostra sua rotina familiar e tenta apresentar uma nova fase de vida, afirmando que não é mais a mesma pessoa de 2002.