Pai de Henry Borel Medeiros diz que adiamento de julgamento é “segunda morte” do filho

Desabafo ocorreu após decisão da Justiça do Rio de Janeiro que adiou o julgamento e determinou a soltura de uma das acusadas no caso que chocou o país.
Redação Imediato Online
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O pai do menino Henry Borel Medeiros afirmou que sente como se o filho tivesse sido “assassinado pela segunda vez” após o adiamento do julgamento do caso que investiga a morte da criança, de apenas 4 anos.

Em um desabafo emocionante, ele relatou que a dor da perda agora se mistura com revolta e indignação diante da decisão da Justiça do Rio de Janeiro de adiar o julgamento e soltar uma das acusadas.

“Assassinaram o Henry pela segunda vez. É assim que eu me sinto como pai”, declarou.

Segundo o pai, exames apontaram 23 lesões no corpo da criança, o que, para a família, reforça a gravidade do crime e a necessidade de justiça.

Indignação da família
No relato, ele afirmou que a família continua lutando para que o caso seja concluído e que os responsáveis sejam condenados.

“A dor de perder meu filho já é insuportável. Mas hoje ela vem acompanhada de indignação e um sentimento profundo de injustiça”, disse.

Ele também destacou que não pretende desistir da busca por justiça.

“Eu não vou me calar. Não vou desistir. Não vou descansar enquanto a verdade não for plenamente reconhecida e a justiça não for feita. Por Henry. Sempre por ele.”

Caso Henry Borel
A morte de Henry Borel Medeiros aconteceu em 2021 e teve grande repercussão nacional. As investigações apontaram indícios de agressões contra a criança.

No processo, estão entre os acusados a mãe do menino, Monique Medeiros, e o então vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho.

O caso segue sendo acompanhado pela família e por movimentos que cobram justiça pela morte da criança.

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