Desembargador é condenado a 47 anos de prisão por estupro de vulnerável no Amazonas

Sentença também determina perda do cargo público; processo tramitava em segredo de Justiça desde 2020
Redação Imediato Online
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A Justiça do Amazonas condenou o desembargador Rafael Romano a 47 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria neta. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (19) pela juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão, da 1ª Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus.

Além da pena em regime fechado, a sentença também estabelece a perda do cargo público. O processo tramitava sob segredo de Justiça desde 2020.

Na decisão, a magistrada determinou a expedição do mandado de prisão por meio do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0), com comunicação a órgãos policiais para o cumprimento da ordem. Após a prisão, o caso deverá ser encaminhado à Vara de Execução Penal correspondente ao regime fixado.

De acordo com a denúncia, os abusos teriam começado em 2009, quando a vítima tinha 7 anos. Os relatos foram apresentados à Delegacia Especializada em Proteção de Crianças e Adolescentes (Depca) e integraram a acusação do Ministério Público.

Segundo o depoimento, o último episódio ocorreu em 2016, quando a vítima tinha 14 anos. A jovem também relatou que uma familiar presenciou uma das situações, mas não confirmou o fato posteriormente.

A decisão judicial destaca ainda que a condenação transitou em julgado no que se refere à perda do cargo público.

 

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