Adolescente de 13 anos é vítima de estupro coletivo por três adolescentes no Jorge Teixeira, em Manaus

Mãe relata que filha foi atraída para casa de conhecido, onde sofreu abusos e teve o crime filmado; caso é investigado pela DEPCA
Redação Imediato Online
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Manaus – Uma adolescente de 13 anos foi vítima de estupro coletivo praticado por três adolescentes, no dia 3 de março de 2026, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. O caso ocorreu na rua Abieiro, residência de um dos suspeitos, e já é investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

De acordo com relato da mãe da vítima, a menina conhecia o principal suspeito, de 14 anos, pois já haviam estudado na mesma escola. O adolescente havia demonstrado interesse em iniciar um relacionamento com a garota, mas a família não permitiu, alegando a pouca idade dela.

A mãe contou que a filha saiu de casa para ir à igreja ou brincar nas proximidades e, em determinado momento, foi convidada pelo conhecido para tomar água na casa dele. A mãe do suspeito ainda estava presente no local inicialmente. Após a saída dela, a adolescente pediu o celular do rapaz para acessar o Instagram. Ele condicionou o empréstimo a ela entrar no quarto, onde a trancou.

No quarto, o adolescente começou os abusos sexuais. Em seguida, mais dois adolescentes – que moram na mesma residência e estavam próximos – entraram no local e também participaram dos atos, segundo a versão da família da vítima. A mãe relatou que vídeos do crime circularam, mostrando a adolescente chorando e pedindo para parar, inclusive utilizando palavrões em desespero.

Após os fatos, os suspeitos teriam pedido desculpas à menina e dito para não se preocupar. A vítima não relatou imediatamente à mãe por vergonha, mas procurou a DEPCA após a divulgação dos vídeos. A mãe descobriu o ocorrido ao receber os arquivos e confrontou a família do principal suspeito, que inicialmente negou a participação do filho, alegando se tratar de outra pessoa.

A familiar da vítima informou que os adolescentes envolvidos teriam planejado ganhar a confiança da menina, inclusive questionando colegas sobre sua virgindade. Após o crime, relatos indicam que um dos suspeitos teria comentado em vias públicas que “conseguiu” o que queria, mencionando agressões físicas, como tapas no rosto, que teriam deixado a adolescente desorientada.

A mãe destacou que a filha, ainda muito jovem e sem experiência em relacionamentos, acreditou na amizade e na aproximação do colega. Ela afirmou que a menina chegou a dizer que os suspeitos pediram perdão e que um deles falava em namoro, mas reforçou que nada justifica o ato.

O caso segue sob investigação na DEPCA, que apura os detalhes, incluindo a produção e circulação dos vídeos. A identidade da vítima e dos suspeitos é preservada por se tratar de menores de idade.

A Polícia Civil orienta que casos de violência sexual contra crianças e adolescentes sejam denunciados imediatamente à DEPCA ou pelo disque-denúncia.

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