Operação liga gestão municipal ao CV e Professora Maria do Carmo reage: ‘O Amazonas merece esse tipo de governante?’

Operação policial investiga ligação de agentes públicos com o Comando Vermelho em Manaus, gerando críticas da pré-candidata ao governo do Amazonas.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil do Amazonas deflagrou nesta sexta-feira (20/2) a operação Erga Omnes, que investiga a ligação de agentes públicos com o Comando Vermelho.

Entre os suspeitos detidos está Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do chefe do Executivo municipal e que atualmente integrava a Comissão de Licitação do Município.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), fez críticas à gestão municipal.

“Na antessala do prefeito de Manaus estava uma agente a serviço do crime organizado. O que será que ela fazia? Em que tipo de decisões influenciava? Quantas políticas públicas foram desenhadas para atender aos interesses de uma organização criminosa?”, questionou.

A pré-candidata também defendeu que a relação entre integrantes da administração municipal e a facção criminosa seja investigada a fundo, mencionando denúncias feitas ainda durante a campanha eleitoral de 2020, conforme reportagem da Revista Veja.

“Será que o Amazonas merece esse tipo de governante? Qual a dificuldade de se cercar de pessoas honestas? Qual a moral para falar sobre honestidade?”, indagou. “Se temos muitas dúvidas, uma certeza nos resta: a sabedoria popular não mente — ‘diga-me com quem andas, que te direi quem és’”, completou.

Operação Erga Omnes

Ao todo, estão sendo cumpridos 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão no Amazonas, Pará, Piauí, Ceará, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo.

A investigação mira uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho, que teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão por meio de empresas de fachada para beneficiar a organização criminosa.

Além de Anabela, também foram alvos da operação um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas e ex-assessores de três vereadores na capital amazonense.

As investigações seguem em andamento.

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