A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva do comandante da lancha que naufragou na região do Encontro das Águas, em Manaus. A decisão foi tomada após o investigado ter pago fiança e sido liberado, poucas horas depois de ser conduzido à delegacia na sexta-feira (13), dia do acidente.
O naufrágio deixou duas pessoas mortas, uma mulher e uma criança de 7 anos, além de sete desaparecidos. Ao todo, 72 passageiros foram resgatados com vida, muitos deles após permanecerem à deriva até a chegada das equipes de socorro.
A embarcação fazia o trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte quando, por volta das 12h30, virou nas proximidades do fenômeno natural conhecido como Encontro das Águas. Testemunhas relataram momentos de pânico e desespero, com passageiros tentando se agarrar a destroços e coletes salva-vidas enquanto aguardavam resgate.
O comandante foi inicialmente levado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Posteriormente, com a confirmação das mortes, o caso passou a ser acompanhado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que conduz as investigações na esfera criminal.
Além da apuração policial, a Marinha do Brasil instaurou inquérito administrativo para investigar as circunstâncias do acidente, incluindo possíveis falhas na condução da embarcação, condições de segurança e cumprimento das normas de navegação.
A prisão preventiva foi decretada com o objetivo de garantir o andamento das investigações, evitar interferências no processo e assegurar a aplicação da lei, conforme decisão judicial.
As buscas pelos desaparecidos continuam com apoio de mergulhadores e embarcações de resgate. As autoridades ainda trabalham para esclarecer o que provocou o naufrágio e se houve negligência ou imprudência na condução da lancha.