Chegada de mais de 30 imigrantes expõe sobrecarga na rede de acolhimento social e reacende debate regional sobre política migratória no Norte
O deslocamento de imigrantes venezuelanos entre capitais da Região Norte tem provocado desgaste entre gestões municipais e acendido o alerta para a falta de planejamento conjunto no atendimento humanitário. Em Porto Velho, a prefeitura afirma ter sido surpreendida com a chegada de mais de 30 venezuelanos encaminhados por Rio Branco, sem comunicação prévia ou articulação institucional.
Segundo informações apuradas, o grupo teria recebido apenas as passagens até a capital rondoniense. Ao desembarcarem na rodoviária, muitos ficaram sem local definido para hospedagem ou alimentação, o que exigiu mobilização emergencial da rede socioassistencial do município.
Para atender a demanda inesperada, a administração precisou utilizar estruturas destinadas ao acolhimento de pessoas em situação de rua, ampliando a pressão sobre serviços que já operam próximos do limite.
Nos bastidores, gestores da área social avaliam que a medida adotada pela prefeitura de Rio Branco ocorreu em meio à superlotação dos abrigos da capital acreana, que desde o ano passado registra aumento contínuo na chegada de venezuelanos ao estado. Ainda assim, a falta de diálogo entre os entes públicos gerou críticas e preocupação quanto à transferência do problema para cidades vizinhas.
A situação reacende o debate sobre a necessidade de uma política integrada entre municípios da Região Norte para garantir acolhimento digno aos migrantes e evitar que decisões isoladas agravem a vulnerabilidade dessas pessoas.