Manaus (AM) — A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) formalizou, nesta terça-feira (10), o credenciamento da Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam) como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). A decisão foi aprovada pelo Comitê de Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda).
Com a medida, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) passa a integrar um seleto grupo de instituições habilitadas a captar recursos diretos da Lei de Informática, tornando-se o primeiro tribunal brasileiro a alcançar esse status.
Até então, esses investimentos — que somaram R$ 1,64 bilhão no último ano na Amazônia Ocidental — eram direcionados principalmente a universidades e centros privados de tecnologia. Agora, o Judiciário amazonense poderá desenvolver softwares, sistemas de Inteligência Artificial e soluções de integração de dados com recursos provenientes das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Segundo a Suframa, a iniciativa fortalece o ecossistema de inovação local e garante que o conhecimento produzido permaneça na região. O superintendente Bosco Saraiva destacou que o credenciamento democratiza o acesso à modernização tecnológica. “O Tribunal passa a acessar diretamente esses recursos para promover avanços tanto na capital quanto no interior”, afirmou.
O presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, e o diretor da Esmam, desembargador Flávio Pascarelli, informaram que os projetos devem priorizar soluções voltadas ao cidadão, como sistemas de IA para agilizar a análise de processos, softwares de integração para ampliar o acesso à Justiça em áreas isoladas e inovação na gestão administrativa.
A parceria entre Suframa e TJAM consolida o Amazonas como polo de tecnologia aplicada ao Direito e amplia o papel da Zona Franca de Manaus no desenvolvimento institucional do país.

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