Moradores, protetores de animais e ativistas da causa animal realizaram, na manhã desta semana, uma manifestação no Complexo Turístico da Ponta Negra, em Manaus, para pedir justiça pela morte do cão comunitário “Orelha”, caso que ganhou repercussão nacional e internacional.
Orelha era um cão comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, e era conhecido por ser dócil, querido por moradores e turistas, que frequentemente tiravam fotos com o animal. Ele recebia alimentação, cuidados e proteção da comunidade local. No entanto, sua vida foi brutalmente interrompida no dia 4 de janeiro, quando, segundo as investigações, três adolescentes tiraram sua vida de forma cruel.
Durante a manifestação, os participantes vestiam roupas pretas em sinal de luto e carregavam seus próprios animais de estimação, reforçando o pedido por justiça e o fim da impunidade em casos de maus-tratos contra animais. O clima era de comoção, revolta e indignação.
“Estamos aqui por uma causa justa. O que fizeram com o Orelha foi crueldade. Não pode ficar impune”, afirmou um dos manifestantes entrevistados durante o ato. Ele destacou ainda que pessoas que amam os animais não podem se calar diante de crimes dessa natureza.
Outra manifestante, protetora da causa animal e tutora de sete animais, relatou o impacto emocional do caso. “Quem tem animal em casa se sensibiliza muito. O Orelha era amado, cuidavam dele com carinho. A justiça precisa ser feita”, disse.
Além do caso de Orelha, participantes também relembraram outros episódios de violência contra animais, como o caso da cadela Nina, ocorrido em Manaus, reforçando que os maus-tratos não são fatos isolados, mas parte de um problema social mais amplo.
A mobilização na Ponta Negra simboliza um movimento crescente de conscientização. Segundo os manifestantes, a sociedade está mais atenta, mais mobilizada e disposta a se manifestar para que crimes contra animais não sejam normalizados nem esquecidos.
“Orelha não pode ser apenas mais um caso. A morte dele marcou milhares de pessoas e precisa servir de alerta para que outros animais não sofram o mesmo destino”, afirmou uma das participantes.
A manifestação segue como um ato de memória, protesto e cobrança por justiça. Para os organizadores, enquanto não houver responsabilização, a sociedade continuará ocupando espaços públicos para dar voz àqueles que não podem se defender.
A reportagem acompanhou toda a movimentação na Ponta Negra, onde dezenas de pessoas se reuniram para reforçar um pedido único: justiça para Orelha.
Reportagem: Natália Garcia
Imagens: Pablo Medeiros
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