Uma aula prática de enfermagem chamou a atenção nesta semana após uma simulação sair do roteiro tradicional e se transformar em um verdadeiro teste de preparo para os alunos. Durante um treinamento sobre contenção de pacientes com transtornos mentais, uma estudante levou a encenação a um nível de realismo que surpreendeu colegas e instrutores.
Escalada para representar a paciente, Ester Magalhães assumiu o papel com intensidade desde o início da atividade. Assim que a simulação começou, ela passou a se movimentar de forma desordenada, correu pela sala, resistiu às abordagens e reagiu com força às tentativas de contenção, exigindo dos colegas atenção redobrada e aplicação precisa das técnicas aprendidas em sala.
A encenação exigiu ação rápida e trabalho em equipe. Para garantir uma contenção segura, ao menos cinco alunos precisaram atuar simultaneamente, seguindo os protocolos de segurança tanto para o “paciente” quanto para os futuros profissionais de saúde envolvidos na atividade.
O exercício, apesar de causar surpresa no primeiro momento, foi avaliado de forma positiva pela turma. A simulação evidenciou que situações reais de surto exigem mais do que conhecimento teórico: demandam controle emocional, preparo físico, comunicação eficiente e decisões rápidas.
Ao final da atividade, o clima foi de alívio e aprendizado. A experiência serviu como um alerta prático sobre os desafios enfrentados diariamente por profissionais da enfermagem em atendimentos psiquiátricos, reforçando a importância de treinamentos realistas para formar equipes mais preparadas e seguras.