A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, foi morta em um intervalo de apenas oito minutos dentro do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A informação foi confirmada pelo delegado André Luiz Barbosa, responsável pela investigação.
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane entrando no elevador minutos antes de desaparecer. Segundo a Polícia Civil, ela deixou o elevador por volta das 19h, e nenhuma outra pessoa foi vista circulando no andar até cerca de 19h08, período em que, segundo o delegado, o crime pode ter ocorrido.
O vídeo foi gravado no dia 17 de dezembro de 2025. Nas imagens, Daiane aparece com o celular em mãos, gravando e enviando vídeos para uma amiga enquanto se deslocava até o subsolo do prédio para verificar o padrão de energia, já que seu apartamento estava sem luz. De acordo com a investigação, ela chegou a encontrar outra pessoa no elevador e passou pela portaria antes de seguir para o subsolo.
“Esse vídeo que ela grava descendo no elevador foi enviado às 18h59. O terceiro vídeo ela não conseguiu enviar”, afirmou o delegado durante coletiva de imprensa.
Segundo a polícia, apenas uma moradora foi vista acessando o subsolo às 19h08, o que reforça a hipótese de que o homicídio ocorreu nesse intervalo de tempo. A investigação também apura a possibilidade de que o último vídeo gravado por Daiane contenha informações relevantes para o esclarecimento do crime.
Prisões e ocultação do corpo
O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso após confessar o crime e indicar à Polícia Civil o local onde deixou o corpo da vítima. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida.
De acordo com as investigações, Cléber teria utilizado as escadas para evitar ser flagrado pelas câmeras de segurança. Após o crime, imagens mostram o carro dele, uma Fiat Strada, seguindo em direção a uma área de mata. Cerca de 48 minutos depois, o veículo retorna com a capota aberta.
A polícia acredita que o corpo de Daiane foi levado para uma região de mata em Ipameri, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, onde foi encontrado na madrugada da quarta-feira (28).
Obstrução das investigações
O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de tentar obstruir as investigações. Segundo o delegado, ele teria entregue um celular novo ao pai, possivelmente para dificultar a apreensão de provas.
Maicon passou por audiência de custódia e também teve a prisão mantida. A defesa dele não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Laudo deve sair em até 10 dias
O corpo de Daiane Alves foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde passará por exames para identificar a causa da morte. De acordo com a Polícia Científica, o laudo da necropsia deve ser concluído em até 10 dias.

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